Linhaça marrom e dourada

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    25-Jul-2015
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    Food

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Linhaa Marrom e Dourada: Propriedades qumicas e funcionais das sementes e dos leos prensados a frio.

Linhaa Marrom e Dourada: Propriedades qumicas e funcionaisdas sementes e dos leos prensados a frio.

Introduo A linhaa (Linun usitatissimun L.) o alimento de origem vegetal mais rico em cidos graxos -3, apresentando tambm quantidades elevadas de fibras, protenas e compostos fenlicos (THOMPSON & CUNNANE, 2003). Existem duas variedades de linhaa para consumo humano, a linhaa marrom e a linhaa dourada. Sua cor determinada pela quantidade de pigmentos no revestimento externo da semente (COSKUNER & KARABABA, 2007), sendo que essa quantidade determinada por fatores genticos (GROTH et al., 1970) e ambientais (MORRIS, 2007). Existem evidncias de que a linhaa marrom e a dourada so semelhantes em sua composio qumica (MUELLER et al., 2010), portanto, possvel que ambas apresentem bioatividade similar.Material e Mtodos As Sementes de linhaa marrom e dourada cultivadas no Brasil foram adquiridas no comrcio varejista da cidade do Rio de JaneiroRJ. As sementes foram trituradas em processador domstico de alimentos (Britnia) e as farinhas armazenadas a -20C at as anlises. Foram determinados teores de umidade, cinzas, lipdeos e protenas (fator de converso - 5,7) segundo a AOAC (AOAC, 2005) e teor de fibra detergente neutro (FDN) segundo Van Soest (VAN SOEST, 1963), o qual quantifica os componentes estruturais da parede celular (celulose, hemicelulose e lignina). Os carboidratos totais foram calculados por diferena (AOAC, 2005) e o valor energtico total foi calculado atravs da energia procedente dos nutrientes, considerando os fatores de converso de Atwater (USP, 2007).Para a determinao dos fenlicos totais e da apacidade antioxidante total das sementes, foi utilizado o extrato hidroflico. Os compostos fenlicos totais foram determinados utilizando o reagente de Folin-Ciocalteau.Os leos foram extrados das sementes por prensagem mecnica a frio, em prensa do tipo parafuso sem fim (OEKOTEC, tipo CA59G). Determinou-se o ndice de acidez, ndice de perxido, matria insaponificvel (IAL, 2005) e contedo de cidos graxos.Anlise descritiva foi aplicada a todos os dados e os resultados foram apresentados como mdia (comparadas por teste-T) e desvio padro.

Resultados

No foram observadas diferenas significativas entre as linhaas quanto composio centesimal (Tabela 1), a qual foi semelhante quela publicada anteriormente (MORRIS, 2007), exceto quanto ao teor de lipdios, que foi inferior ao de linhaas cultivadas na Amrica do Norte (FLAX COUNCIL OF CANADA, 2001). Em relao capacidade antioxidante, as sementes no diferiram estatisticamente (Figura 1) e no houve diferena significativa.O rendimento da extrao do leo de linhaa marrom (36,5%) e do leo de linhaa dourada (35,4%) no apresentou diferena significativa (P>0,05). No houve diferena significativa quanto qualidade inicial dos leos, exceto para o ndice de perxido, maior na linhaa dourada (Tabela 2).A acidez de ambos os leos (Tabela 2) atendeu aos critrios de qualidade da AOCS, que estabelece como satisfatrio ndice de acidez < 3% para o leo bruto de linhaa (FIRESTONE, 2006).

Concluso As sementes de linhaa marrom e dourada e seus respectivos leos foram similares quanto maior parte dos fatores investigados. No entanto, as diferenas observadas nos leos foram favorveis ao de linhaa marrom, que apresentou maior contedo de C18:0, maior teor de tocoferis, maior capacidade antioxidante e maior estabilidade oxidativa. Dessa forma, a linhaa marrom, particularmente seu leo, apresentou qualidade superior linhaa dourada.