Prevalência da mutação ΔF508 em pacientes com fibrose ......

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  • UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA FACULDADE DE MEDICINA DA BAHIA

    Fundada em 18 de fevereiro de 1808

    Monografia

    Prevalncia da mutao F508 em pacientes com fibrose cstica

    em populao miscigenada do Nordeste Brasileiro

    Carlos Sidney Silva Pimentel

    Salvador (Bahia)

    Setembro, 2013

  • II

    UFBA/SIBI/Bibliotheca Gonalo Moniz: Memria da Sade Brasileira

    Pimentel, Carlos Sidney Silva P644 Prevalncia da mutao F508 em pacientes com fibrose cstica em

    populao miscigenada do Nordeste Brasileiro / Carlos Sidney Silva

    Pimentel. Salvador: 2013.

    viii; 38 p. : il.

    Orientadora: Prof. Dr. Edna Lcia Santos de Souza.

    Monografia (Concluso de Curso) Universidade Federal da Bahia,

    Faculdade de Medicina da Bahia, Salvador, 2013.

    1. Fibrose cstica - Crianas. 2. Gene - CFTR. 3. Mutao. I. Souza, Edna Lcia

    Santos e II. Universidade Federal da Bahia. Faculdade de Medicina. III. Ttulo.

    CDU - 616.24-053

  • III

    UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA FACULDADE DE MEDICINA DA BAHIA

    Fundada em 18 de fevereiro de 1808

    Monografia

    Prevalncia da mutao F508 em pacientes com fibrose cstica

    em populao miscigenada do Nordeste Brasileiro

    Carlos Sidney Silva Pimentel

    Professor orientador: Edna Lucia Santos de Souza

    Coorientador: Renata Lcia L. Ferreira de Lima

    Monografia de Concluso do Componente

    Curricular MED-B60/2013.1, como pr-

    requisito obrigatrio e parcial para concluso

    do curso mdico da Faculdade de Medicina da

    Bahia da Universidade Federal da Bahia,

    apresentada ao Colegiado do Curso de

    Graduao em Medicina.

    Salvador (Bahia)

    Setembro, 2013

  • IV

  • V

    A vida seria insignificante se no fossem as nossas

    atitudes, s vezes, contestadas.

    Marcos Fbio Arajo da Silva

  • VI

    Aos Meus Pais, Carlos Sidiney e

    Maria do Carmo Pimentel

  • VII

    EQUIPE Carlos Sidney Silva Pimentel, Faculdade de Medicina da Bahia/UFBA. Correio-e:

    [email protected];

    Edna Lucia Santos de Souza, Faculdade de Medicina da Bahia/UFBA. Correio-e: [email protected];

    Renata Lcia L. Ferreira de Lima, Instituto de Biologia/UFBA. Correio-e: [email protected];

    INSTITUIES PARTICIPANTES

    UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA

    Faculdade de Medicina da Bahia (FMB) Departamento de Pediatria Complexo Hospitalar Universitrio Professor Edgard Santos

    FONTES DE FINANCIAMENTO

    1. Complexo Hospitalar Universitrio Professor Edgard Santos

    2. Recursos prprios.

    mailto:[email protected]:[email protected]:[email protected]
  • VIII

    AGRADECIMENTOS

    A minha Professora orientadora, Doutora Edna Lucia Santos de Souza, pela presena constante e substantivas orientaes acadmicas e minha vida profissional de futuro

    mdico.

    Doutora Renata Lcia L. Ferreira de Lima, minha Coorientadora, pela contribuio dedicada a esta monografia.

    Ao Professor Jos Tavares-Neto, pela dedicao e esforo para o aprimoramento do Ncleo de Formao Cientfica da Faculdade de Medicina da Bahia.

    toda equipe de assistncia aos pacientes com fibrose cstica do Complexo Hospitalar Universitrio Professor Edgard Santos.

    Aos meus pais, Carlos Sidiney Pimentel e Maria do Carmo Silva Pimentel, aos meus irmos Carlos Andr Silva Pimentel, Alana Carla Silva Pimentel e Andra Carla Silva

    Pimentel, e minha sobrinha Tain Costa Pimentel, por sempre me incentivarem.

    Aos meus amigos, pela amizade, apoio e ateno que sempre contriburam para meu crescimento pessoal.

  • 1

    NDICE

    I. NDICE DE QUADROS, GRFICOS E TABELA

    02

    II. RESUMO

    03

    III. FUNDAMENTAO TERICA

    04

    IV. OBJETIVOS

    10

    V. METODOLOGIA

    11

    VI. RESULTADOS

    14

    VII. DISCUSSO

    18

    VIII. CONCLUSES

    21

    IX. SUMMARY

    22

    X. REFERNCIAS BIBLIOGRFICAS

    23

    XI. ANEXOS

    26

    ANEXO I Parecer do Comit de tica em Pesquisa do HUPES

    26

    ANEXO II Termo de Consentimento Livre e Esclarecido

    28

    ANEXO III Formulrio para Coleta de Dados

    31

  • 2

    I. NDICE DE QUADROS, GRFICOS E TABELA

    QUADROS

    QUADRO 1 Critrios diagnsticos propostos pela Cystic Fibrosis Foundation. 05

    QUADRO 2 - Protocolo da Reao em Cadeia da Polimerase (PCR).

    13

    GRFICOS

    GRFICO 1 Nmero de pacientes por faixa etria de incio dos sintomas da

    doena.

    GRFICO 2 - Tempo mdio (N e %) entre o incio dos sintomas e a

    confirmao do diagnstico.

    16

    16

    TABELA

    TABELA 1 - Frequncia de manifestaes clnicas da FC, no momento do

    diagnstico, de acordo com a presena ou no da mutao F508.

    17

  • 3

    II. RESUMO

    Prevalncia da mutao F508 em pacientes com fibrose cstica em populao

    miscigenada do Nordeste Brasileiro. Introduo: A fibrose cstica (FC) uma doena

    hereditria autossmica recessiva, potencialmente letal e causada por mutaes no gene

    que codifica a protena cystic fibrosis transmembrane regulator (CFTR). Existe mais de

    1.900 mutaes associadas doena, sendo a mutao F508 a mais comum em

    caucasianos. Objetivo: Determinar a prevalncia da mutao F508 nos pacientes com

    FC atendidos no Complexo Hospitalar Universitrio Professor Edgard Santos.

    Metodologia: Realizado um estudo de corte transversal. A populao estudada foi

    composta por pacientes portadores de FC de 0 a 20 anos. Aps a incluso no estudo, os

    pacientes realizaram coleta de sangue para investigao da mutao F508. Resultados:

    Trinta e nove pacientes foram includos, com mdia de idade de 9,0 5,9 anos, mediana

    de 7,7 anos, sendo 20 (51,2%) do sexo masculino. A mutao F508 foi observada em

    13 pacientes (33,3%). Destes, cinco (38,4%) foram homozigotos e oito (61,6%)

    heterozigotos. Com relao aos alelos, foram observados 18 portadores (18/78 ou 23%)

    e 60 no portadores (60/78 ou 77%). Concluses: A frequncia da mutao F508 est

    abaixo da encontrada em populaes do Sudeste Brasileiro. O diagnstico da doena foi

    tardio e os pacientes portadores da mutao F508 tiveram sintomas precoces e

    apresentaram insuficincia pancretica.

    Palavras-chave: 1. Fibrose cstica - Crianas; 2. Gene - CFTR; 3. Mutao.

  • 4

    III. FUNDAMENTAO TERICA

    A fibrose cstica (FC) uma doena hereditria autossmica recessiva,

    potencialmente letal, causada por mutaes no gene que codifica a protena cystic

    fibrosis transmembrane regulator (CFTR) (Milagres et al., 2008). O transporte anormal

    do cloreto de sdio atravs do epitlio respiratrio, devido mutao no gene CFTR,

    resulta em secrees espessadas (Rowe et al, 1992; Ratjen et al., 2003). Assim, aps

    varivel perodo de tempo, que pode ser de meses a dcadas a partir do nascimento, o

    individuo pode desenvolver infeco crnica do trato respiratrio com uma disposio

    caracterstica da flora bacteriana levando a insuficincia respiratria progressiva

    (Gibson et al., 2003).

    Trata-se de uma doena multissistmica e, nas formas clssicas, se caracteriza

    por acometimento pulmonar progressivo, disfuno pancretica excrina e concentrao

    elevada de cloro no suor (Saraiva-Pereira et al., 2011). No entanto, muitos pacientes tm

    sintomas leves ou atpicos. Dessa forma, os clnicos devem estar atentos mesmo quando

    somente alguns dos sintomas mais comuns estiverem presentes (Ratjen et al., 2003).

    A FC ocorre na Unio Europeia em cada 1:2.000 a 3.000 recm-nascidos,

    enquanto nos Estados Unidos essa frequncia de 1 em cada 3.5000 nascimentos

    (Firmida, 2011). esperada em 1:9.200 hispnicos, 1:15.000 afro-americanos e

    1:30.000 asitico-americanos (Hamosh et al., 1998). Esta doena vem sendo

    reconhecida tambm em outras populaes como aquelas do Sul e Leste da sia, frica

    e Amrica Latina. As estimativas de prevalncia tendem a aumentar com a realizao

    cada vez maior da triagem neonatal e do diagnstico de indivduos com doena leve

    (UpToDate, 2013).

    A triagem neonatal para FC no Brasil foi iniciada no Estado do Paran (PR), em

    2001. Desde ento vem sendo progressivamente ampliada nos diversos Estados. Em

    2013, a realizao deste exame foi iniciada na Bahia. Se o resultado da triagem neonatal

    for positivo para FC faz-se necessrio realizar a dosagem do cloro no suor que

    representa o principal teste para o diagnstico da doena (Farrel et al., 2008). Trata-se

    de um mtodo no invasivo e de baixo custo com elevadas sensibilidade e

    especificidade, superiores a 95% (Ribeiro et al., 2007). O teste do suor, padronizado por

    Gibson e Cooke, em 1958, realizado atravs da iontoforese com pilocarpina para

    dosagem do on cloreto (Denning et al., 1980).

  • 5

    Os valores de referncia do cloro do suor variam de acordo com a idade. Para

    crianas menores de seis meses: negativo se menor que 29 mmol/L, intermedirio entre

    30 a 59 mmol/L e positivo se maior ou igual 60 mmol/L. Para crianas maiores de seis

    meses: negativo se menor que 39 mmol/L, intermedirio entre 40 a 59 mmol/L e

    positivo se maior ou igual 60 mmol/L (Farrel et al., 2008).

    O diagnstico de FC, em mais de 90% dos casos, baseado na suspeio clnica

    sen