Introdu£§££o ao estudo do Signo a Semiologia e a Ap_IntrodEstudo......

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    Introdução ao estudo do Signo: a Semiologia e a Semiótica

  • Introdução ao estudo do Signo: a Semiologia e a Semiótica

    A palavra semiótica (do grego σημειωτικός (sēmeiōtikos) literalmente "a ótica dos sinais"), é a ciência geral dos signos e da semiose que estuda todos os fenômenos culturais como se fossem sistemas sígnicos, isto é, sistemas de significação. Ambos os termos são derivados da palavra grega σημεῖον (sēmeion), que significa "signo", havendo, desde a antiguidade, uma disciplina médica chamada de "semiologia".

    O termo semiótica remonta ao médico grego Cláudio Galeno que viveu entre 131 e 201 d.C. e cujas teorias influenciaram fortemente a medicina até pelo menos o século XVII.

    O Semeion era equivalente a sintoma, na medicina, ou seja, o médico leria sinais no rosto do paciente, que poderiam indicar se um órgão do seu corpo estava enfermo. Eles seriam as provas necessárias para perceber que esses mesmos órgãos ainda continuavam vivos.

    Desse modo, o sinal (ou signo) é um objeto, nascido de outro objeto (a doença), e interpretado de modo contíguo de causa e efeito, gerando o objeto novo ou interpretante na mente que os relaciona. Do grego “semion”, portanto, nasce a ideia de representação de algo. O étimo signun evoluiu para “sina”, “senha” entre outros. Gerou, inclusive, a palavra “sinal” que vêm mais diretamente de signa.

    O signo, portanto, primitivamente, é um objeto que representa outro.

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    sinal indicativo; indício, marca, símbolo

    Elemento de projeção ou importância; expoente, luminar maneira de realizar algo, caminho; amuleto, sortilégio (ato de magia praticado por feiticeiro)

    Ex.: no olhar dela viu o signo de sua tristeza.

    Ex.: conhecia os s. para mudar o tempo

    (a balança, significando a justiça; a cruz, simbolizando o cristianismo; a suástica, simbolizando o nazismo; uma faixa oblíqua, significando proibido [sinal de trânsito]; um conjunto de sons [palavras] designando coisas do mundo físico ou psíquico etc.)

    Derivação: sentido figurado.

    Lingüística, Semiologia. Designação comum a qualquer objeto, forma ou fenômeno que remete para algo diferentede si mesmo e que é usado no lugar deste numa série de situações

    SIGNO: substantivo masculino Dicionário Eletrônico Houaiss da lingua portuguesa 1.0

    Dicionário Aurélio Eletrônico - Século XXI Estudos de Linguagem

    Semiologia

    Unidade linguística que tem significante e significado; signo lingüístico.[A imagem acústica de um signo linguístico não é a palavra falada (ou seja, o som material) mas a impressão psíquica desse som, segundo Saussure (v. saussuriano);

    .]

    Todo objeto, forma ou fenômeno que representa algo distinto de si mesmo:

    no uso corrente, contudo, o termo signo designa frequentemente a palavra

    a cruz significando 'cristianismo'; a cor vermelha significando 'pare' (código de trânsito); uma pegada indicando a 'passagem' de alguém; as palavras designando 'coisas (ou classe de coisas)' do mundo real; etc.

  • Introdução ao estudo do Signo: a Semiologia e a Semiótica

    Charles Sanders Peirce filósofo norte-americano (1839-1914)

    Ferdinand de Saussure linguista suíço (1857-1913)

    Semiologia

    Semiótica

    Teóricos europeus como Roland Barthes e Umberto Eco preferiram adotar o termo "Semiótica", em vez de "Semiologia", para a sua teoria geral dos signos, tendo, de fato, Eco se aproximado mais das concepções peircianas do que das concepções européias de origem em Saussure e no Estruturalismo de Roman Jakobson.

  • Introdução ao estudo do Signo: a Semiologia e a Semiótica

    Ferdinand de Saussure linguista suíço (1857-1913)

    Semiologia

    SEMIOLOGIA É a ciência geral dos signos, que estuda todos os fenômenos de significação. Tem por objeto os sistemas de signos das imagens, gestos, vestuários, ritos, etc.

    SIGNO Entidade constituída pela combinação de um conceito de significado, e uma imagem acústica denominada significante.

    Signo = Significante (som, forma) + Significado (objeto)

    Signo com caráter diádico

    Curso de Linguística Geral de Ferdinand de Saussure, publicado pela primeira vez em 1916

  • Introdução ao estudo do Signo: a Semiologia e a Semiótica

    Ferdinand de Saussure linguista suíço (1857-1913)

    Semiologia

    A mensagem é feita de signos

    A mensagem é um conjunto de unidades menores que resultam de uma

    associação entre um estímulo físico e uma idéia. Cada uma dessas unidades é

    denominada signo, e a mensagem pode ser formada por um ou mais signos.

    O signo é a unidade formada por um estímulo físico (sons, letras, imagens, gestos etc.) e uma idéia.

    O estímulo físico é o significante, e a idéia é o significado;

    significante e significado são as duas faces da mesma unidade que é o signo.

    As palavras escritas ou orais são significantes, e as idéias ou conceitos a elas associados são significados.

  • Curso de Linguística Geral de Ferdinand de Saussure, publicado pela primeira vez em 1916

    Introdução ao estudo do Signo: a Semiologia e a Semiótica

    Ferdinand de Saussure linguista suíço (1857-1913)

    Semiologia

    Lugar da língua nos fatos humanos

    a distinção entre língua e fala proposta por Saussure, no sentido de delimitar a

    língua como objeto de estudo da ciência linguística:

    A fala é um contínuo sonoro e a linguagem é heterogênea e múltipla de aspectos

    físicos, psíquicos e sociais.

    A língua, de natureza homogênea, formada de elementos discretos, constitui um todo

    em si mesmo, é um princípio de classificação, isto é, de ordenação e explicação dos

    fatos de linguagem.

    “A língua é um sistema de signos que exprime ideias e, desse modo, é comparável

    à escrita, ao alfabeto dos surdos-mudos, aos ritos simbólicos, às formas de polidez,

    aos sinais militares, etc. É, contudo, o mais importante, desses sistemas.”

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    Ferdinand de Saussure linguista suíço (1857-1913)

    Semiologia

    Lugar da língua nos fatos humanos

    “Pode-se conceber uma ciência que estuda a vida dos signos no seio da vida

    social; ela seria parte da psicologia social e, consequentemente, da

    psicologia geral; nós a nomearemos semiologia (do grego sémeîon, “signo”).

    Ela nos ensinará em que consistem os signos e que leis os regem. Como ela

    não existe ainda, não se pode dizer o que ela será; mas tem direito à

    existência e seu lugar já está pré-determinado. A linguística não é senão uma

    parte dessa ciência geral e as leis que descobrirá a semiologia serão

    aplicáveis a ela, fazendo com que a linguística se ligue a um domínio bem

    definido no conjunto dos fatos humanos.”

    Curso de Linguística Geral de Ferdinand de Saussure, publicado pela primeira vez em 1916

  • Introdução ao estudo do Signo: a Semiologia e a Semiótica

    Ferdinand de Saussure linguista suíço (1857-1913)

    Semiologia

    O signo para Saussure deixa de ser visto como algo em sua

    naturalidade para existir como semiose* na mente humana,

    relacionando uma parte material ou significante (o continente do

    signo) a uma ideológica ou significado (o seu conteúdo).

    Saussure acredita que o signo linguístico constrói a realidade social,

    em ações abstratas do espírito, na relativa universalidade de sentidos

    dados pelo homem aos objetos. O signo linguístico, desse modo, não

    vincularia um nome a um objeto, mas um conceito a uma imagem

    acústica.

    *Dentro da ciência dos signos (Semiologia; Semiótica), semiose foi o termo introduzido por Charles Sanders Peirce para designar o processo de significação, a produção de significados, ou o processo de apreensão e compreensão de um signo.

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    Ferdinand de Saussure linguista suíço (1857-1913)

    Semiologia

    Signo é tudo aquilo que representa alguma coisa.

    Na teoria de Saussure o signo está estruturado em:

    significante: parte material do signo (forma)

    significado: conceito veiculado por essa parte material.

    Saussure fala de signo no sentido linguístico, isto é signo linguístico. A língua apresenta-se ao indivíduo como um sistema pré-existente, uma instituição social, historicamente constituída sobre a qual o indivíduo não tem ascendência.

    O signo é arbitrário, no sentido de que não guarda relação com o objeto representado, entanto que o símbolo é uma convenção. O exemplo dado por Saussure para símbolo é o símbolo da justiça (balança) que não pode ser substituído por outro.

    Outro conceito importante é o de significação. A significação é a efetiva união entre um certo significado e um significante num espaço-tempo determinado (contexto).

  • Introdução ao estudo do Signo: a Semiologia e a Semiótica

    Ferdinand de Saussure linguista su