Dom Volodemer Koubetch, OSBM também um ato de “amor” (cf. Rm 8,37). Morrendo sobre a cruz,...

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Curitiba Paran Brasil Boletim n 11 Janeiro-Fevereiro 2009

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Por causa de problemas tcnicos e agenda carregada, no pudemos lanar o Boletim Eparquial de Janeiro. Com as bnos divinas, aqui estamos, empenhados nas atividades do Ano Novo de 2009, apresentando o Boletim janeiro-fevereiro.

O ano comeou com certa apreenso, seno tenso mesmo, devido s angstias e incertezas geradas pela crise global. E as esperanas de muitos se voltam para os governantes do mundo, principalmente ao novo Presidente dos Estados Unidos Barak Obama. Outros acreditam na sabedoria de seus governos, como, por exemplo, boa parte da populao brasileira confia no Presidente Lula. Mas os estragos da crise j so por demais visveis: quebradeira de bancos e empresas; demisses nas fbricas; o consumo diminuindo a passos galopantes; expectativas e temores. Cada instituio, grupo ou pessoa reage a seu modo. Assim, uma pesquisa mostrou que at nos Estados Unidos aumentou a volta f e religio.

Correto. Precisamos de Deus e tambm de bons governos e bons sistemas poltico-econmicos. Os fruns mundiais, econmico de Davos e social de Belm, deixaram muito claro que a economia de mercado, na sua verso pura do capitalismo selvagem, respaldada pelo neoliberalismo, no funciona. A economia de mercado no pode se auto-regular em absoluta liberdade. Os governos, com sua aparelhagem estatal, tm que ter mesmo algum controle sobre o mercado.

A Igreja exerce sua misso exatamente nesse contexto scio-poltico-econmico. Sua palavra de encorajamento e de busca do bem comum e da justia social. Os cristos no vem a ltima palavra nem na poltica e nem na cincia, ainda que no as menosprezem, porque so mediaes humanas do bem e da verdade, mas acreditam que o Evangelho de Jesus Cristo, que fala sobre o Reino e sobre o Amor, tem muito a dizer tanto aos crentes como aos no-crentes. A solidariedade ento toma fora e se concretiza em projetos humanitrios e pessoais, criando laos de amizade e fraternidade, salvaguardando a vida das pessoas e do planeta.

A nossa Eparquia So Joo Batista est com uma crnica muito bonita e rica, com muitos eventos. Aps ler os artigos de fundo, que continuam a temtica do Ano Vocacional e Ano Paulino, o leitor poder se informar sobre os vrios eventos, que nos trouxeram muita alegria e satisfao, enriquecendo a nossa histria pessoal e eclesial. Eis as matrias deste Boletim:

A interdependncia das vocaes: Pe. Antonio Royk Sobrinho, OSBM; Linhas fundamentais de uma teologia de So Paulo (3 Parte): A manifestao da justia de Deus

em Jesus Cristo: Pe. Elias Marinhuk, OSBM; XI Captulo Geral da Congregao das Irms Catequistas de SantAna: Irm Beatriz Oribka, Icsa; Assemblia Geral do Instituto Secular das Catequistas do Sagrado Corao de Jesus: Bernadete

Kraiczyj; Institutos Seculares: Felomena Procek; Natal e Ano Novo na Parquia So Josafat de Prudentpolis: Dom Volodemer Koubetch, OSBM; Rumo ao Sobor Patriarcal de 2011: Dom Volodemer Koubetch, OSBM; XXXV Curso Eparquial de Catequese: Jlia Hauresko; Nomeado novo Bispo Auxiliar para a Eparquia da Argentina: Departamento de Informao

UGCC; Dom Dionsio Lachovicz, OSBM Novo Visitador Apostlico dos Ucranianos Catlicos na Itlia

e Espanha: Dom Volodemer Koubetch, OSBM; Congresso Ucraniano em Curitiba: Dom Volodemer Koubetch, OSBM; Encontro de Reitores dos Seminrios Ucranianos do Canad, Estados Unidos e Brasil:

Departamento de Informao UGCC e Dom Volodemer Koubetch, OSBM; XXXVI Congresso da Juventude Ucraniano Brasileira em Unio da Vitria: Dom Volodemer

Koubetch, OSBM.

EE PPAARRQQ UUII AA SS OO JJ OO OO BB AATT II SSTTAA IGREJA CATLICA DE RITO UCRA*IA*O

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Desejamos muita paz e luzes divinas a fim de que todos sejam felizes e bem sucedidos em seus empreendimentos e avancem firmemente em sua caminhada existencial, profissional, crist e eclesial.

Dom Volodemer Koubetch, OSBM

A I*TERDEPE*D*CIA DAS VOCAES

Todas as vocaes so

caminhos que nos levam para realizar a vocao universal santidade: todos somos chamados a ser santos, porque somos imagem e semelhana de Deus que Santo. Por isso, todas as vocaes tm a mesma dignidade e todas provm de Deus.

muito importante a gente perceber que cada vocao ajuda outras vocaes a se realizarem e, ao mesmo tempo, depende de todas as outras para realizar-se. Para que as pessoas sejam introduzidas vida crist, base de todas as vocaes, faz-se necessria a presena do sacerdote que batize, confirme, confesse, comungue. Para que seja constituda uma famlia, onde marido e mulher realizaro sua vocao matrimonial na paternidade/maternidade, eles dependem do sacramento do matrimnio. Para a administrao do sacramento faz-se necessria a vocao sacerdotal. Todas as vocaes religiosas, seculares, missionrias dependem tambm deste ingresso na vida crist que passa pela vocao sacerdotal. Para que um padre se torne padre, necessita de outras vocaes sacerdotais, de padres e bispos. Para que um padre seja padre, um religioso, uma religiosa sejam religiosos, dependem antes de tudo de uma famlia, da vocao assumida e vivida por seus pais. Toda a Igreja, sacerdotes, religiosos e leigos precisamos da vocao vida consagrada (religiosos, religiosas, seculares, catequistas) que so na Igreja e para a Igreja a servio da salvao de todos e da promoo humana. Pessoas que rezam pela Igreja e que dedicam sua vida toda ao servio de caridade aos outros.

Todos ns tambm

precisamos de missionrios(-as) leigos(-as), que nos trazem a Palavra de Deus e seu testemunho de vida. Portanto, no existem vocaes maiores e vocaes menores. Todas as vocaes so grandes, importantes, dignas e so de iniciativa divina. O importante cada pessoa descobrir, discernir, assumir, viver a sua vocao como dom de Deus e como servio aos outros.

Vocao a gente no recebe para si mesmo. Vocao a gente recebe para viver em funo dos outros. atravs da vocao especfica vivida por cada um que a humanidade toda realiza a sua vocao santidade. Ame e viva a sua vocao. Respeite a vocao dos outros. Reze pelas vocaes e colabore para com as vocaes. Mas, no esquea uma coisa: rezar pelas vocaes requer predispor-se vocao que Deus comunicar. Se eu rezo pelas vocaes missionrias, devo tambm estar disposto a tornar-me um missionrio, se a Igreja necessitar de mim. O pai e a me que rezam pelas vocaes sacerdotais e religiosas devem ser os primeiros a oferecerem a Deus seus filhos e filhas que sentirem esta vocao. Seria contraditrio rezar pelas vocaes e no permitir um filho entrar no seminrio ou uma filha no colgio, quando estes manifestarem sinais de vocao. bom que os pais reflitam nisto. Pois, Deus no chama somente os filhos e filhas dos vizinhos. Ele passa aqui em casa tambm. Quando sentir que Deus passa chamando, permita e incentive seu filho ou sua filha a segui-lo.

Pe. Antnio Royk Sobrinho, OSBM

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LI*HAS FU*DAME*TAIS DE UMA TEOLOGIA DE SO PAULO (3 Parte)

A Manifestao da Justia de Deus em Jesus Cristo

Segundo So Paulo Apstolo, Deus interveio no destino deste mundo, cuja histria se desenvolve sob o pecado que engana o homem e o conduz morte. Essa interveno divina se deu na pessoa de Jesus Cristo.

Com Jesus Cristo no se d o incio de uma nova poca, mas o incio de uma histria nova e definitivamente qualificada. Olhando esta histria, Paulo diz: eis agora o tempo favorvel por excelncia. Eis agora o dia da salvao (2Cor 6,2). Independentemente da Lei, se manifestou a justia de Deus, testemunhada pela Lei e pelos Profetas, justia de Deus que opera pela f em Jesus Cristo, em favor de todos os que crem pois no h diferena, sendo que todos pecaram e todos esto privados da glria de Deus e so justificados gratuitamente, por sua graa, em virtude da redeno realizada em Jesus Cristo (Rm 3,21-24). Ele queria manifestar a sua justia no tempo presente (Rm 3,26). Esse tempo possui pressupostos e decises que dizem respeito ao fim da histria estabelecida por Deus. Aqueles que se confiam ao fim desta histria, ou seja, a Jesus Cristo, sua revelao e sua histria, vivem j este tempo, este dia e o tempo favorvel (cf. 1Ts 5,8; Rm 13,13). A cristologia de Paulo Apstolo gira em torno da morte e ressurreio de Jesus Cristo, que constituem o centro do interesse paulino e da sua reflexo teolgica. Essa escolha no casual. Pois, quando Paulo quer definir sumariamente a prpria pregao, ele fala dela como palavra da cruz (1Cor 1,18). Quando quer mencionar o evento salvfico por excelncia, ele fala da cruz (1Cor 1,17). O Evangelho a palavra da cruz. certo que ele tambm diz que anuncia Cristo Jesus, ou Cristo, ou Jesus (2Cor 1,19; 4,5; 11,4; Fl 1,15). Mas quando Paulo quer ser mais preciso, ele diz: vem anunciado que Cristo ressuscitou dos mortos (cf. 1Cor 15,12) ou anunciamos Cristo crucificado (1Cor 1,23); ou: na nossa pregao Jesus Cristo foi apresentado aos olhos de todos, publicamente exposto, poderamos dizer: apresentado vivamente aos olhos de todos como crucificado (cf. Gl 3,1).

A cruz de Cristo particularmente acentuada pelo Apstolo (cf. 1Cor 2,2; Gl 5,1; Gl

6,12; Fl 3,18). Quando Paulo se gloria de Cristo, ele no se gloria da encarnao ou da sua parusia, mas se gloria da cruz de Cristo (cf. Gl 6,14). E no se tem dvida de que a cruz um sinal de

Jesus Cristo. Neste sinal se concentra toda a sua histria. Pode-se dizer que neste sinal se manifesta a deciso e a profundidade da deciso desta histria. Esta cruz significa naturalmente a morte de Cristo. Enfim, todos os sofrimentos, dores, angstias e temores de Jesus Cristo caracterizam a sua cruz.

Neste contexto, se fala tambm do corpo de Cristo (Rm 7,5; Ef 2,16) ou tambm do corpo de carne (Cl 1,22), do sangue de Cristo (cf. Rm 5,9s; 3,25; Ef 1,7; 2,13; Cl 1,20; 1Cor 10,