Coletânea dos Jornais Escolares contra a Desertificação realizada ...

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  • Ilustrao Capa:

    Karol Bruno, 8 AGAZETA ESTUDANTILEEFM Tancredo Nunes de MenezesGinsio Coberto - Tiangu

    Secretaria da Educao Bsica do Estado do CearApuiars, Aracati, Beberibe, Camocim, Capistrano, Crates, Eusbio,Fortaleza,

    Horizonte, Icapu, Itapaj, Itapiuna, Jucs, Maracana, Maranguape, Marco,Monsenhor Tabosa, So Gonalo do Amarante, Sobral, Senador Pompeu e Tau.

    SECRETARIAS DE EDUCAO QUE PARTICIPAM DO PROJETO PRIMEIRAS LETRAS NO CEAR

    PARCEIROS

  • Esta coletnea rene uma pequena amostra dos textos edesenhos publicados pelos jornais escolares que participaramda Campanha contra a Desertificao realizada entre os mesesde junho e novembro de 2005.

    A Campanha foi uma iniciativa do Comunicao e Cultura edo Instituto Serto, duas organizaes no governamentais uma especializada em educomunicao e a outra emdesenvolvimento sustentvel do semi-rido que se deram asmos para promover o engajamento das escolas cearenses naluta ambiental. A iniciativa no poderia ter sido levadaadiante sem o engajamento das Secretarias de Educao queparticipam do projeto jornais escolares Primeiras Letras.

    Selecionar matrias para esta coletnea foi uma tarefardua, pois mais de 350 escolas participaram da iniciativa. Omaterial vasto e rico. Inmeros textos e desenhosmereceriam estar aqui, como expresso do compromisso doseducadores, crianas e adolescentes com o meio ambiente.

    Sintam-se todos representados.

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    Escola: presente de vida

    Ser contra a desertificao significa ser a favor da vida. Vida que tanto aquela natural de animais e plantas que a duras penas tentam resistir aoavano desmedido do progresso sobre seus domnios, como tambm avida feita de culturas prprias do homem que quer preservar seu lugar nomundo.

    Ameaada pela desertificao, a vida nos pede socorro e esperaresposta. Urgente. Um recurso precioso, capaz de esclarecer conscincias emanifestar solidariedade a escola. Nas atividades escolares, por sua vez,o Projeto Primeiras Letras um instrumento didtico destacado. Desde quequeira de fato reagir ao perigo j instalado, cada municpio tem na suarede de ensino um auxlio poderoso. Com ela mobilizada, fica mais fcildeter o incndio de ignorncia e indiferena que rapidamente vaiconsumindo nosso ecossistema e estendendo a desolao.

    Da escola pode vir um "basta" pleno de boa vontade e indignao, capazde imantar a opinio pblica e as aes de governo em favor das reasainda intocadas e de recuperar o que j foi degradado.

    por pensar assim que a Undime/CE se sente feliz ao contribuir para oxito do Projeto Primeiras Letras. Quem se dedica vida - e este o ofcioessencial da misso de um educador - no se pode resignar ante o mal quenos espreita. Os nicos desertos que nos interessam so os que esperam assementes de esperana com que possamos seme-los.

    Flvio de Arajo BarbosaPresidente da Undime/CE e da Regional NordesteSecretrio de Educao de So Gonalo do Amarante

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    Escola comunicadora

    O projeto Primeiras Letras publica jornais editados poraproximadamente 1.000 escolas pblicas de ensino fundamental nos estadosdo Cear, Pernambuco, Bahia e Par. Os jornais veiculam textos e desenhosdos alunos e so o resultado do planejamento pedaggico da escola.

    O projeto aponta para a construo de uma escola produtora decomunicao para sua vizinhana e as famlias dos educandos (82% dosalunos declaram que o jornal lido nas suas famlias). A partir dessepotencial de comunicao e de valorizao social da escrita, pretende-seinduzir mudanas na dinmica de sala de aula para a melhoria dos processosde ensino-aprendizagem e a formao das crianas e adolescentes para acidadania.

    O fato de editar um meio de comunicao que alcana toda suacomunidade permite que a escola ultrapasse o limite de seus muros, dandovoz a seus alunos para divulgar valores e conhecimentos num crculoampliado.

    A magnfica participao dos jornais escolares das escolas cearenses naCampanha contra a Desertificao mostra a riqueza dessa perspectiva. Adisseminao nacional dos jornais escolares atravs da Rede Jornal Escolapermitir mobilizar plenamente o potencial de comunicao da escola,dando vez e voz s crianas e aos jovens. O prximo objetivo consolidaressa participao no Nordeste.

    Daniel RavioloCoordenador GeralComunicao e Cultura

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    Pela convivncia com o Semi-rido

    O Instituto Serto uma Organizao da Sociedade Civil empenhada na

    busca de alternativas para o Semi-rido brasileiro. A experincia da instituiono combate desertificao iniciou-se em 2001. A partir de entodesenvolvemos atividades de educao ambiental e aplicao de tcnicas para a

    produo sustentvel. Entre 2003 e 2005 assumimos a representao de PontoFocal da Sociedade Civil do Cear no Programa de Ao Nacional de Combate Desertificao, o que permitiu uma viso mais abrangente do panorama

    poltico relacionado ao tema.

    A parceria com o Comunicao e Cultura surgiu da constatao danecessidade de produo, circulao e qualificao da informao sobre oproblema da desertificao no Cear, estado consideravelmente afetado pelo

    problema.

    O concurso Jornais Escolares Contra a Desertificao estimulou alunos e

    professores de escolas pblicas do Cear a tratar dentro e fora da sala de aulaos temas da desertificao e da convivncia com o semi-rido. Os resultadosatingidos superaram todas as nossas expectativas iniciais. Alm das atividades

    em sala de aula e da produo de textos e ilustraes para os jornais escolares,os alunos realizaram entrevistas, promoveram debates, coletaramdepoimentos, visitaram comunidades e projetos em campo, ou seja, levaram a

    discusso para alm dos muros da escola, provando que a mdia produzida porestudantes pode ter um grande potencial de mobilizao da comunidade.

    Apresentamos nesta coletnea um pouco dos resultados alcanados com amobilizao dos jornais escolares, provando que as escolas tm muito a

    contribuir para a transformao de realidade do semi-rido.

    Paulo Ferreira Maciel

    Coordenador GeralInstituto Serto

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    O que desertificao?

    As regies ridas e semi-ridas esto sujeitas ao fenmeno da desertificao, que

    est relacionado ao uso incorreto dos recursos naturais e s mudanas climticas. Ofenmeno afeta mais de 100 pases e cerca de 1/3 da superfcie do planeta.

    As pr incipais causas da desert i f icao so o desmatamento (que alm decomprometer a biodiversidade deixa os solos descobertos e expostos), o uso intensivo

    do solo (sem descanso e sem tcnicas de conservao) e airrigao mal conduzida (deixa o solo compactado eaumenta a salinidade). Esses manejos desencadeiam

    outros problemas, como a eroso, que provoca oassoreamento de cursos dgua e reservatrios.

    A SITUAO NO BRASIL

    No Brasil esto ameaados os estados da RegioNordeste mais os estados de Minas Gerais e Esprito

    Santo. Em conjunto estas reas ocupam cerca de 15% detodo o territrio nacional e abrigam uma populao demais de 30 milhes de habitantes.

    A POLTICA NACIONAL DE COMBATE DESERTIFICAO

    Para enfrentar estes problemas, os governos federal eestaduais juntamente com a sociedade civil trabalharamna construo do Programa de Ao Nacional de

    Combate Desertificao e Mitigao dos Efeitos

    da Seca (PAN-LCD), que est enquadrado dentro doscompromissos assumidos pelo Brasil junto Conveno

    das Naes Unidas de Combate Desertificao.

    CORLIA EM FOCONovembro - 2005 N 16

    EEIEF Corlia Gonzaga SalesParque Soledade - Caucaia

    Para mais informaes consulte http://desertificacao.cnrh-srh.gov.br

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    QUEIMADAS NA FAZENDA PEREIRAVIZINHO AO CURRAL VELHO

    JORNAL LETRAS QUE DO VIDADezembro de 2005 N 11

    Escola de Cidadania Joaquim Ferreira do BonfimCurral Velho - Crates

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    NOTCIACerca de 15% do territrio bra-

    sileiro est sujeito ao fenmenoda desertificao. So mais de 30milhes de habitantes vivendo emreas que podem transformar-seem desertos, principalmente naregio Nordeste. O governo de-veria investir mais recursos finan-ceiros para criar poos profundosnos lugares mais agravados pelaseca. Poderia tambm realizar pa-lestras para se evitar as queima-das, ensinando novas tcnicas aosagricultores. Tambm investir re-cursos em propagandas conscien-tizando a populao sobre os ma-les que o desmatamento causa aoplaneta. E no s isso, deveria cri-ar projetos de reflorestamento emregies muitas secas.

    ALUNO: LUCIANA SRIE: 7APROF.: PIMENTA E CELMA

    JORNAL DO MONSENHOR ANTERODezembro - 2005 N 09

    E.E.F.M. Monsenhor Antero Jos de Lima CentroUruburetama

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    O FENMENO DADESERTIFICAOEste um problema que no

    atinge s os interiores (sertes),pois atinge as cidades grandestambm, porque as pessoas voembora para l atrs de empre-gos e isto causa a superpopulaodas grandes cidades, causandotambm muita fome, crimes, vi-olncia e doenas tambm.

    Nome - Maria Liana4. srie Prof. - Claudia

    CULTURA E INFORMAO ESCOLARDezembro de 2005 N 02

    EMEF De Cidadania Luiz Ximenes AragoDistrito de Montenebo - Crates

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    QUEM L V IA JANovembro - 2005 N 20

    E.M.E.F. Antonio Jos de Melo - Vila MelJucs

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    A VOZ DO MUNICIPALNovembro/2005 N 06

    Colgio Municipal de AracatiDuque de Caxias - Aracati

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    EXPLOSO DE IDIASDezembro/2005 N 16

    EMEF Maria Gifone Rios - Marco

    O homem est acabando com anatureza desmatando e queimando avegetao. Se no parar o mundo vaivirar um deserto e no vamos sobre-viver. Sem gua e sem comida, va-mos todos morrer. Por favor no fa-am mais isso.

    (Priscila 3 srie(Luzia 3 srie prof: Lelineina)

    A VOZ DO MUNICIPALNovembro/2005 N 06

    Colgio Municipal de Aracati Duque de Caxias - Aracati

    O solo fundamental a vida na ter-ra. nele que plantamos e criamos ogado. Construmos nossas casas, abri-mos estradas. Conservar o s