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  • 1

    Curso: Tcnico em Segurana do Trabalho

    Disciplina: Princpio da Tecnologia Industrial

    Prof. Rosiel Sousa

    Bacabal / MA

    NOV. 2013

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    O que Tecnologia?

    Etimologia

    , formada por tekne (, "arte, tcnica ou ofcio") e logos (, "conjunto de

    saberes").

    o conjunto de saberes (conhecimento) que permitem fabricar objetos e modificar o meio

    ambiente, incluindo plantas e animais, para satisfazer as necessidades e desejos humanos

    Atualmente h uma forte ligao da tecnologia com sistema de produo (industrial). Artefatos tecnolgicos (mquinas) cuja elaborao tenham sido seguidas regras fixas ligadas s leis das

    cincias fsico-qumicas, por ex: automveis, telefones e computadores

    O tecnolgico seria o relativo moderna condio de bens materiais que a sociedade demanda.

    Fases da evoluo tecnolgica

    A tcnica do acaso

    Primrdios da humanidade e povos primitivos atuais

    O homem ignora que a tcnica no algo natural

    As tcnicas so simples e escassas

    Todos os membros da comunidade as dominam

    Apenas diviso de tarefas entre masculino e feminino.

    O homem no sabe que pode inventar!

    A tcnica do arteso:

    Grcia Clssica, Roma e Idade Mdia

    O homem vive ainda na base do que ele considera natural, e quando se do crises tcnicas,

    retrocede a uma vida mais primitiva

    Grande repertrio de atos tcnicos

    Cada tcnica dominada apenas por alguns membros da comunidade que tem certas aptides e

    ocupaes: os artesos (inventa, planifica e executa).

    Uma tcnica (ou arte) adquirida mediante aprendizagem dentro de uma tradio que evolui

    muito lentamente, sem conscincia da inveno.

    A tcnica do tcnico:

    Sculo XX

    O homem compreende a tcnica como algo genrico, no natural, e como peculiaridade sua.

    A tcnica passa a ser uma fonte de atividades humanas em princpio ilimitadas.

    Unio entre a cincia e a tcnica

    Diviso do trabalho.

    Tecnocatasfrofismo ou tecnootimismo?

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    O tecnocatastrofista busca assinalar a ameaa da autonomia da tecnologia, j que esta se encontra

    fora de controle, e ento o que se deve fazer destru-la para voltar a uma sociedade menos

    tecnolgica e mais humanizada.

    O tecnootimista acredita que essa ausncia de controle, seu carter autnomo, o que assegura a

    eficcia da tecnologia, e, por conseguinte, sua ao benfica frente a qualquer perturbao que ela

    pode gerar.

    A idia de uma investigao cientfica objetiva, neutra, prvia e independente de suas possveis

    aplicaes prticas pela tecnologia uma fico ideolgica que no tem correspondncia com a

    atividade real dos projetos de pesquisa nos quais os componentes cientficos tericos e tecnolgicos

    prticos resultam quase sempre indissociveis do contexto social.

    (Gonzlez Garca, Lpez Cerezo e Lujn, 1996, p. 133).

    Evoluo da indstria:

    Artesanato: estgio em que o produtor (arteso) executava sozinho todas as fases da produo at a

    comercializao.

    Manufatura: estgio intermedirio entre o artesanato e a maquinofatura. Consiste na diviso do trabalho ou

    tarefas, mas ainda fundamentalmente manual.

    Maquinofatura: estgio atual - fruto da RI - produo em larga escala, diviso e especializao do trabalho

    (qualificao), elevado consumo de energia, dependncia das novas tecnologias (RCT), existncia de logstica

    de circulao (transportes) e o acesso s redes de informaes (propaganda).

    Diviso Histrica das Indstrias

    Indstrias Clssicas: existente nos pases desenvolvidos, incio sc. XVIII;

    Indstrias Planificadas: existiu nos ex-pases socialistas, sc. XX;

    Indstria Tardia: surgiu nos pases subdesenvolvidos, aps a 2GM.

    Classificao das indstrias - I:

    Quanto a maneira de produzir:

    a) extrativas (minrios, pescado)

    b) beneficiamento/processamento (refinarias)

    c) construo (estradas, construo civil)

    d) transformao (calados)

    Quanto a energia e matria-prima empregadas:

    a) leves (bebidas, cigarros)

    b) pesadas (mquinas, navios, veculos)

    Quanto ao uso da tecnologia:

    a) tradicionais (siderrgica)

    b) dinmicas (robtica)

    Quanto ao destino dos produtos:

    a) bens de produo (mquinas, motores)

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    b) bens de consumo (txtil, alimentcia)

    Concentrao Financeira

    Concentrao Horizontal: investimentos de capital em ramos que no se completam. Ex: metalurgia,

    cimento, tecido, etc.

    Concentrao Vertical: investimentos em reas que se completam, desde a fase de extrao da matria-

    prima at o produto final ao consumidor. Ex: minerao > siderurgia > construo naval.

    ALTO FORNO um reator metalrgico para produo de ferro gusa (matria-prima para fabricao do ao).

    Matrias-Primas do Alto Forno

    Minrio de Ferro

    FundentesTem a funo de reagir com a ganga, baixando seu ponto de fuso e formar escria, sendo que, o mais

    importante o calcrio, onde este contribui com o CaO (transforma a SiO2e Al2O3em escria fundida, separando -as

    do gusa).

    Coque utilizado como combustvel, e redutor,

    Pelota

    um aglomerado de finos de minrio sob a forma esfrica.

    Snter

    o produto resultante da aglomerao a quente de uma mistura de finos de minrios, coque, fundentes e

    adies.

    VANTAGENS - Reduo de consumo de combustvel; - Maior rendimento do Auto Forno.

    Com quantos elementos qumicos se faz um minrio de ferro?

    Os materiais esto reunidos em dois grandes grupos: os materiais metlicos e os no-metlicos. No

    grupo dos materiais metlicos, estudou tambm que existem dois grupos: os materiais metlicos ferrosos

    e os materiais metlicos no-ferrosos. Naquela aula, voc teve uma poro de informaes sobre a

    estrutura desses materiais e suas propriedades. S para refrescar sua memria, vamos retomar algumas

    informaes sobre os materiais metlicos.

    Na natureza, o mximo que se encontra o minrio de ferro, que precisa ser processado para ser

    transformado em ferro fundido ou ao.

    Vamos ver, ento, que histria essa de minrio. Bem, os metais podem estar puros na natureza, como o

    ouro e a platina, ou sob a forma de minerais, ou seja, combinaes de metais com outros elementos

    formando xidos, sulfetos, hidratos, carbonatos.

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    xidos so compostos constitudos por um elemento qumico qualquer ligado ao oxignio. Por exemplo:

    Al2O3 (alumnia), Fe2O3 (hematita).

    Sulfetos so compostos constitudos por um elemento qumico qualquer ligado ao enxofre. Por exemplo:

    Cu2S.

    Hidratos so compostos que contm gua em sua estrutura: CuSO4 - 5H2O.

    Carbonatos so compostos que apresentam o grupo CO3 em sua estrutura. Por exemplo: CaCO3

    (carbonato de clcio).

    Quando o mineral contm uma quantidade de metal e de impurezas que compensa a explorao

    econmica, ele recebe o nome de minrio. O lugar onde esses minrios aparecem em maior quantidade

    chamado de jazida. O Brasil, por exemplo, possui grandes jazidas de minrio de ferro. E, por falar em

    minrio de ferro, o quadro a seguir resume informaes sobre ele.

    A principal funo da preparao do minrio de ferro torn-lo adequado ao uso no alto-forno. O que a

    gente faz durante esse processo depende da qualidade do minrio de que se dispe. Por exemplo, nas

    jazidas do Brasil h grande quantidade de minrio de ferro em p. Isso significa que, cerca de 55% do

    minrio encontrado em pedaos que medem menos de 10 mm Como o alto-forno, equipamento onde se

    produz o ferro-gusa, s trabalha com pedaos entre 10 e 30 mm, isso se tornou um problema. Porm, o

    aumento das necessidades mundiais de ao trouxe condies econmicas para se desenvolver processos

    que permitem a utilizao desse tipo de minrio: esses processos so a sinterizao e a pelotizao.

    Os combustveis so muito importantes na fabricao do ferro-gusa, pois precisam ter um alto poder

    calorfico. Isso quer dizer que tm de gerar muito calor e no podem contaminar o metal obtido. Dois tipos

    de combustveis so usados: o carvo vegetal e o carvo mineral.

    Por suas propriedades e seu elevado grau de pureza, o carvo vegetal considerado um combustvel de

    alta qualidade. Na indstria siderrgica brasileira, esse tipo de combustvel participa, ainda, em cerca de

    40% da produo total de ferro fundido. Suas duas grandes desvantagens so o prejuzo ao ambiente

    (desflorestamento) e a baixa resistncia mecnica, muito importante no alto-forno, porque o combustvel

    fica embaixo da carga e tem que aguentar todo o seu peso.

    O carvo mineral produz o coque, que o outro tipo de combustvel usado no alto-forno. Para que ele

    tenha bom rendimento, deve apresentar um elevado teor calorfico e alto teor de carbono, alm de

    apresentar grande resistncia ao esmagamento para resistir ao peso da coluna de carga.

    Alm de serem combustveis, tanto o coque quanto o carvo vegetal tm mais duas funes: gerar gs

    redutor ou agir diretamente na reduo, e assegurar a permeabilidade coluna de carga. Isso quer dizer

    que eles permitem que o calor circule com facilidade atravs da carga.

    Juntando-se essas matrias-primas dentro do alto-forno, obtm-se o ferro-gusa, a partir do qual se fabrica

    o ao e o ferro fundido.

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    Para poder fabricar o ferro fundido e o ao, voc precisa do ferro-gusa. um material duro e quebradio,

    formado por uma liga de ferro e carbono, com alto teor, ou seja, uma grande quantidade de carbono e um

    pouco de silcio, mangans, fsforo e enxofre.

    O grande probl