ADMINISTRAÇÃO EM ENFERMAGEM

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ENFERMEIRO

TEORIAS DE ENFERMAGEM DEFINIO: Teoria, do grego , o conhecimento descritivo que permite especulaes, contudo puramente racional. O substantivo theora significa ao de contemplar, olhar, examinar, especular. Pode ser entendida, tambm como forma de pensar e entender algum fenmeno a partir da observao. Ao falarmos em cincia, a definio de teoria cientfica, pode ser bastante diferente da acepo de teoria em senso comum, o de simples especulao; o conceito moderno de teoria cientfica estabelece-se, entre outros, como uma tentativa de resposta ao problema da demarcao entre o que efetivamente cientfico e o que no o . Uma teoria com pretenso cientfica deve, em primeiro lugar, satisfazer uma condio de testabilidade. Ser considerada testvel a partir do momento em que se possam inferir de forma dedutiva um ou vrios predicados que, em virtude de algumas condies chamadas iniciais, os fatos devero ser comprovados.(Wilkpedia). 1-Teoria Humanstica: Resgata a dimenso humanstica do cuidado, fenmeno que vem se processando na profisso. Este referencial permite lanar um olhar ao homem como ser que vivencia e experincia situaes existenciais nicas de sade e de doena e, em contraponto ao modelo biomdico que ainda muito usado na rea da sade. 2- Teoria Cultural: A Teoria do Cuidado Cultural de Leininger vem sendo empregada pela Enfermagem brasileira por permitir a compreenso de que os fenmenos de sade e doena que permeiam o vivido de indivduos e/ou grupos populacionais apresenta relao com os hbitos cotidianos, as crenas, os costumes e demais aspectos que configuram suas culturas, pois o cuidado culturalmente definido. Destacar o fato de que este referencial usa uma proposta metodolgica prpria, o que favorece o desenvolvimento de pesquisas. 3- Teoria do Autocuidado de Orem: A Teoria do Autocuidado de Orem esta teoria se deve a dois embasamentos principais: proporcionar ao educativa por parte da Enfermagem, e pelo desenvolvimento de atitudes que facultem aos indivduos e/ou grupos

populacionais o autocuidado, isso se deve ao avano das condies crnicas de doena que tm exigido dos indivduos um prazo maior de tratamento, o uso de tecnologias no domiclio do doente e a reestruturao de estilos de vida, como maneiras de cuidado de si. 4-Teoria do alcance de metas de King : A teoria de King foi publicada em 1981, mostra a atuao do enfermeiro mediante a compreenso de que o ser humano englobado em trs sistemas interatuantes (o pessoal, o interpessoal e o social), dado a interao enfermeiro-pessoa fundamental para subdisiar estabelecimento e alcance de metas de sade, propiciando o desenvolvimento de potencialidades no cliente, pessoa e comunidade. King fez uma reviso de fontes bibliogrficas para desenvolver sua estrutura conceitual e sua teoria foi muito influenciada pela Teoria dos Sistemas e do interacionismo simblico, dando nfase viso da pessoa como ser social; mostrando a sua fundamentao em paradigmas que vm influenciando a enfermagem, tais como, de desenvolvimento, de sistemas, o psicanaltico, o de adaptao e de estresse. 5- Teoria de cuidado Transpessoal de Watson: Jean Watson, professora de enfermagem da Universidade do Colorado, USA, e fundadora do Center for Human Caring escreveu o seu primeiro livro em 1979 e desde ento passou a ser considerada precursora no estudo da enfermagem como uma disciplina cientfica que une a racionalidade e a sensibilidade. Essa teoria mostra o Cuidado Transpessoal e fez de Jean Watson apresentador de um novo paradigma em cuidados de sade, de acordo com Watson: A relao de cuidado em enfermagem uma relao humana, o que conseqentemente implica a conjugao de dois seres humanos totalmente diferentes, uma vez que cada pessoa representa um universo inimaginvel e irrepetvel, que se regem por sentimentos, percepes, pensamentos, emoes e necessidades. Em vez de um enfermeiro ministrar analiticamente um tratamento a um doente, querse que o tcnico de sade saiba comunicar, interagir, conhecer para ento depois proporcionar o cuidado necessrio. O objetivo a cura global do paciente e a satisfao do prestador de ajuda.

Nessa teoria o cuidado vital, para a essncia Enfermagem, estabelecem-se as prioridades no cuidado. um modelo holstico de enfermagem que sugere que uma interveno consciente em direo aos cuidados potencializa a cura e a integridade (Hoover, 2002). Jean Watson postulou os fatores relevantes no processo de cuidar, que so: Praticar o amor A amabilidade A coerncia dentro de um contexto de cuidado consciente Ser autntico Estar presente Ser capaz de praticar e manter um sistema profundo de crenas e um mundo subjetivo de sua vida e do ser cuidado Cultivar suas prprias prticas espirituais e transpessoais de ser, mas alm de seu prprio ego, aberto a outros com sensibilidade e compaixo Desenvolver e manter uma autntica relao de cuidado, de ajuda e confiana Estar presente e dar apoio na expresso de sentimentos positivos e negativos, como uma conexo profunda com o esprito do ser e do ser que cuida do outro. Uso criativo do ser, de todas as formas de conhecimento, como parte do processo de cuidado para comprometer-se artisticamente com as prticas de cuidado e proteo Comprometer- se de maneira genuna em uma experincia de prtica de ensino e aprendizagem Criar um ambiente protetor em todos os nveis, onde se est consciente do todo, da beleza, do conforto, da dignidade e da paz Assistir as necessidades humanas conscientemente, administrando um cuidado humano essenciais, o qual potencializa a aliana mente corpo, esprito Estar aberto e atento espiritualidade e dimenso existencial de sua prpria vida. Watson (1985) relaciona intimamente o processo do cuidar humano (human care) com um processo

de interao entre estes seres humanos, sendo o cuidar humano a dimenso da prtica profissional. A relao interpessoal que a autora fala quer dizer a essncia dos cuidados de enfermagem. As ferramentas dos cuidados de enfermagem so o conjunto das tcnicas, dos protocolos, das formas de organizao utilizadas pelas enfermeiras, ou seja aquilo que serve de suporte sua atividade.

6-Teoria das Necessidades Humanas Bsicas de Wanda Horta: Baseia-se na teoria de N.H.B, de Maslow . Essa teoria considerada o ponto alto de seu trabalho e a sntese da todas as suas pesquisas. Duas questes fundamentais permeiam o trabalho de Wanda Horta. A primeira, a quem serve a enfermagem? Respondida finalmente em sua teoria como uma afirmao: "a enfermagem um servio prestado ao ser humano", e a segunda, com que se ocupa a enfermagem? Respondida ento que "a enfermagem parte integrante da equipe de sade e como tal se ocupa em manter o equilbrio dinmico, prevenir desequilbrios e reverter desequilbrios em equilbrio do ser humano". Wanda Horta em seu conceito de Enfermagem : "Enfermagem cincia e a arte de assistir o ser humano no atendimento de suas necessidades bsicas, de torn-lo independente desta assistncia atravs da educao; de recuperar, manter e promover sua sade, contando para isso com a colaborao de outros grupos profissionais". NECESSIDADES PSICOBIOLGICAS Oxigenao Hidratao Nutrio Eliminao Sono e repouso Exerccios e atividades fsicas Sexualidade Abrigo Mecnica corporal

Integridade cutneo-mucosa Integridade fsica Regulao: trmica, hormonal, hidrossalina, eletroltica, crescimento celular, vascular Locomoo Percepo: olfativa, gustativa, dolorosa Ambiente Teraputica NECESSIDADES PSICOSSOCIAS Segurana Amor Liberdade Comunicao Criatividade Aprendizagem (educao sade) Gregria Recreao Lazer Espao Orientao no tempo e espao Aceitao Auto-realizao Auto-estima Participao Auto-imagem Ateno Necessidades psicoespirituais: Religiosa ou teolgica, tica ou de filosofia de vida. Baseando-se no processo de Enfermagem: Histrico, Diagnstico de Enfermagem, Plano de Assistncia, Prescrio, evoluo, Prognstico. visual, auditiva, ttil, neurolgica, imunolgica,

7-Teoria de Adaptao de Roy: O termo holismo vem sendo empregado na enfermagem como abordagem que espelha as realidades complexas dos seres humanos no cosmo. Essa teoria de Roy est embasada no contexto transcendental, nesta categoria a abordagem holstica surge como tcnica hologrficamodelo de interao dos elementos que compem o todo e as partes em que se reflete uma realidade tridimensionalizada. Teoria da Adaptao Sister Callista Roy;

enfermagem; -doena; doena e a enfermagem Ao envolvermos a Cincia da Enfermagem nessa constituio interativa do ser, essa teoria nos mostra o sentido do viver humano em um plano biopsicossocial-espiritual e da completa harmonia e equilbrio desse ser com o ambiente que o circunda, exemplifica o Modelo de Adaptao de Roy. 8-Teoria de Relao Interpessoal de Travelbee e Peplau : As relaes interpessoais constituem-se em instrumentos do cuidado em sade que vem sendo utilizados pela enfermagem por meio das contribuies de Joyce Travelbee e Hildegard Peplau, nas dcadas de 50 e 60 do sculo passado. A relao de ajuda , segundo essa Teoria somente seria possvel quando o enfermeiro tornar-se um elo entre os pacientes a quem presta cuidado e sua realidade. Sendo desta forma, cada pessoa teria maior iniciativa no desenvolvimento de habilidades pessoais e uma co-participao de forma ativa nos cuidados prestados pelos profissionais. Em geral muito usado em Enfermagem Psiquitrica. No entanto, mesmo sendo um conhecimento produzido por uma rea especfica, esse fator possibilitou a socializao de novas experincias teraputicas, trazendo esse conhecimento em contribuies ao ensino e prtica assistencial do enfermeiro.

O processo de relao interpessoal de Travelbee sustentado em quatro fases fundamentais: Fase de Pr-interao: a fase em que o enfermeiro comea a construir sua vinculao, compreendendo a real situao de pacientes e familiares. Fase Inicial: a fase do primeiro encontro, mostrando o grau do comprometimento do profissional em ajudar e seus objetivos com o relacionamento interpessoal. Fase de Identidades: Nesta fase em que o paciente e sua famlia podem-se apresentar pouco mais hostis, fazendo um aparato com a competncia do profissional e podendo at tentarem a manipulao do Profissional. nesta fase em que os envolvidos entendem-se como seres humanos, detectando dificuldades, impotncias e incompatibilidades. Fase de Trmino: a finalizao do processo de relacionamento interpessoal, seja por alta hospitalar, desinteresse da famlia ou paciente, agravamento do quadro do paciente ou outras razes. comum nesta etapa surgirem sentimentos como os de gratificao, indiferena. 9- Teoria de Nightingale: Ambientalista de Florence

Parse afirma que a essncia da enfermagem o relacionamento enfermeiro - pessoa e, seu intuito principal a qualidade de vida sob a perspectiva da pessoa. Quando o Enfermeiro aplicar a Teoria de Parse, respeita a prpria viso de qualidade de vida de cada um, que, lgico, difere de uma pessoa para outra, e no tenta mudar essa viso para ser consistente com sua prpria perspectiva. A enfermagem aplicada nas situaes de crise e/ou mudanas vivenciadas pelo indivduos/famlia e comunidade. A prtica de enfermagem, na teoria de Parse, direcionada em guiar as pessoas e famlias para participarem do cuidar de sua sade (HICKMAN, 2000). Essa teoria importante na formao profissional, pois, permite ao Enfermeiro contemplar o ser humano holisticamente. o enfermeiro direciona o indivduo ou a famlia a planejar sua mudana nos padres de sade a serem vividos, ou seja, a possibilidade de planejar mudanas para alcanar a sade. 10- teoria do Modelo conceitual de Rogers: O modelo procura promover uma interao harmoniosa entre o homem e o seu ambiente. O modelo reforar a sensibilizao dos seres humanos, e direcionar ou redirecionar o padro de interao entre homem e seu ambiente para o mximo de sade potencial. Considera nesta teoria que o homem um todo unificado que tem a sua prpria integridade e que manifesta caractersticas que so mais do que a soma das suas partes e vrias delas para ser integrado em um meio ambiente. Martha Rogers no que diz respeito sade, define como um valor definido pela cultura do indivduo e, desta maneira, um estado de "harmonia" ou bem-estar. A teoria reitera que o estado da sade no pode ser ideal, mas a melhor condio para uma pessoa, p quanto quando usamos essa teoria, o potencial para o mximo de sade bastante varivel. fundamentada na concepo de homem. O modelo terico foi baseado em um postulado de pressupostos que descrevem os processos vitais do homem, caracterizando como: O Homem ser

Esta direcionada ao cuidado de enfermagem ao ser humano em sua inter-relao fundamental com o meio ambiente. O controle do ambiente o sustentculo desta teoria nos postulados de Nightingale, avaliando as condies e influncias externas que iro afetar a vida e o desenvolvimento do organismo, capazes de anteceder, eliminar ou contribuir para a sade, doena e morte. Percebe-se que esta teoria mostra que os ensinamentos de Florence Nightingale influenciaram o ambiente hospitalar e a Enfermagem ao utilizar os preceitos da teoria Ambientalista no dia-a-dia da assistncia em unidades de sade , principalmente em hospitais e UTIs seu processo de recuperao e cura tornarse o mais rpido , quando proporcionamos o ambiente mais acolhedor para o internado. 10-Teoria de tornar-se humano de Parse: De acordo com a Teoria de Rosemarie Rizzo Parse, Tornar-se Humano, a Enfermagem centrada na cincia humana cujo foco central o ser humano.

Unitrio, Aberto, Unidirecional, Seus padres e organizao, Sentimentos, Pensar. Martha Rogers fundamentou sua teoria em quatro blocos: a) Campo energia caracterizado como a unidade fundamental para a vida como para os inertes. b)Universo de sistemas abertos: ela diz que a energia campos so abertos e interminveis, mas interligados. c) Padres: so as particularidades de cada campo. d) Tetradimensionalidade: um no-linear, sem domnio espacial ou temporal atributos. A finalidade da teoria ajudar as pessoas a atingir seu mximo potencial de sade. Para a teoria ter seu efeito faz-se necessrio que o enfermeiro promova interao harmoniosa entre o homem e o seu ambiente. A Assistncia de enfermagem feita por meio de um processo planejado, que compreende a busca de dados, o diagnstico de enfermagem, estabelecimento de metas, a curto e longo prazo e de melhores cuidados de enfermagem planejados em busca do atendimento aos resultados. Este mtodo de Rogers essencialmente dedutivo, lgico, em que a enfermagem vai comprovar uma nova perspectiva do sistema mundial nova forma de pensar a respeito do fenmeno de enfermagem. O homem o foco dessa teoria que fundamenta o sistema terico de enfermagem, para efetivao de uma enfermagem segura. Enfatiza o SAE.

cinco nveis de experincia: principiante, principiante avanado, competente, proficiente e perito. Os enfermeiros segundo esta teoria sero considerados tanto melhores profissionais quanto mais prximos dos padres de excelncia definidos estiver o seu desempenho e a excelncia no exerccio da prtica de enfermagem, o qual s conseguimos quando a praticamos. Conhecimento tico na enfermagem, este componente considerado o conhecimento moral da enfermagem. Envolve julgamentos ticos constantes e, frequentemente, implica confrontar valores, normas, interesses ou princpios. O conhecimento tico no descreve ou prescreve a deciso a ser tomada, ao contrrio, ele mostra o insight das possveis escolhas a serem realizadas, e os seus porqus.

12- Teoria do Cuidado tico de Benner: Benner (1982) Esta autora trouxe contribuies de grande valor no que respeita ao conhecimento, quando diferenciar o conhecimento terico "saber o qu", do conhecimento prtico "saber como". A experincia do Enfermeiro trar a "proficincia" que para a autora da teoria seria intelectual e cientfica que pode ser entendida como a associao entre conhecimento terico e da prtica (Lopes e Loureno, 1998). Benner (1982; 1984) diz que nenhum profissional comea como perito e que o ser humano passa por

MEDIDAS DE HIGIENE E SEGURANA NO SERVIO DE ENFERMAGEM O setor de sade, uma categoria de trabalhadores ocupa singular funo. Para cumprir um dos mais importantes papis sociais e de grande relevncia econmica, o trabalhador de enfermagem muito avanou cientificamente para atender s atuais e crescentes exigncias, nesse campo.Diagnsticos mais precisos, cirurgias mais seguras com psoperatrio melhor monitorado; maior cobertura vacinal das popula-es infantil e idosa... Nas muitas e diferentes etapas de todos essesprocessos, o trabalhador de enfermagem tem necessria presena.Com mais de 40 especialidades no Brasil, o domnio de sua prticainclui: Prestao de cuidados diretos e a avaliao de seu impacto; Defesa dos interesses dos pacientes e da sade em geral; Superviso e delegao de tarefas; Direo e gesto; Ensino e pesquisa Da chapa de Raios X ao Arco em C Tridimensional, muita coisa mudou para os trabalhadores da sade. Para a enfermagem, uma da sgrandes mudanas consistiu no despertar de sua conscincia como categoria trabalhadora, ao se tornar crescentemente participante daluta pela conquista de seus direitos. Direito a melhores condies devida, direito sade e segurana do trabalho.Nos ltimos 20 anos, para tanto contriburam: as conquistas, nessesquesitos, obtidas por outras categorias de trabalhadores; a epidemiade AIDS e o recrudescimento da tuberculose; o aumento das patolo-gias psicossociais na sua prpria pele; enfim, o reconhecimento desua prpria vulnerabilidade aos riscos ocupacionais, tendo em vistaalgumas das caractersticas j apontadas em Riscos do trabalho de Enfermagem . E, isso, pelo fato de a enfermagem ser: O maior grupo individualizado de trabalhadores de sade; Prestadora de assistncia ininterrupta, 24 horas por dia; Executora de cerca de 60% das aes de sade; A categoria que mais entra em contato fsico com os doentes; Por excelncia, uma profisso feminina; Bastante diversificada em sua formao. Parte 2- A Norma Regulamentadora 32 (NR 32) considera Risco biolgico

A probabilidade da exposio ocupacional a agentes biolgicos: microrganismos geneticamente modificados ou no, culturas de clulas,parasitas, toxinas e prons.No setor de sade, esse risco representado sobretudo pelas infeces causadas por bactrias, vrus, rickettsias, clamdias e fungos e,em menor grau, pelas parasitoses produzidas por protozorios, helmintos e artrpodes. A exposio do pessoal de enfermagem ao risco biolgico torna-se maior devido seu contato ntimo e frequente com os pacientes infectados. Muitas vezes, o prprio rosto (conjuntiva ocular, mucosas da boca e do nariz) ao alcance do ar por eles expirado, ao alcance de respingos de sangue e de outros fluidos corporais, durante procedimentos invasivos, tosses, espirros. Excrees, produtos de vmito, bile, saliva, escarro, sangue e pus so observados e controlados antes do rejeito; seus recipientes so lavados e desinfectados, ou esterilizados; pijamas, camisas e roupa de cama so trocados. E tudo isso feito pelo trabalhador de enfermagem. Infeces apontadas como risco biolgico para o trabalhador de sade 1. Principais: Tuberculose pulmonar Ccytomegalovirus (CMV) Hepatite virais (B, C, G) Infeco pelo vrus da imunodeficincia humana (HIV) Sndrome da (SIDA/AIDS) imunodeficincia adquirida

2. Outras infeces s quais o pessoal de enfermagem encontra-se potencialmente exposto: Difteria Febre tifide Gastroenterite infecciosa Herpes simplex Meningites Infeces respiratrias por vrus Parotidite

Rubola Queraratoconjuntivite epidmica Varicella zoster 3. Doenas causadas por bactrias envolvidas nas infeces hospitalares: Staphilococcus aureus Escherichia coli Para cuidar de pessoas com doenas infecciosas, alm de normas bem claras sobre isolamento e barreiras. Basta a correta observao das normas bsicas de higiene hospitalar para a preveno e controle A adoo de comportamento de segurana abrange formao, educao continuada, superviso qualificada, organizao do trabalho, recursos materiais (incluindo-se os EPIs), profissionais preparados das infeces. Educao, controle serolgico e imunizao integram o programa destinado ao grupo de risco, representado por trabalhadores expostos a contato com sangue, seus derivados e outros fluidos corporais. Salmonellae Streptococcus Pseudomonas Proteus 4. Infeces diversas sem consequncias patolgicas graves ou durveis. At agora, o nico setor de atividade com ocorrncia de transmisso ocupacional do HIV foi o setor de sade e, neste, o pessoal de enfermagem tornou-se o principal grupo de risco. A hepatite B a doena de origem profissional mais frequente entre o pessoal hospitalar. Em relao populao geral, o risco de hepatite B 11 vezes mais elevado entre o pessoal de sade: trabalhadores de laboratrio e de enfermagem. A tuberculose constitui, hoje, sria ameaa sade. Preveno e controle de riscos biolgicos baseiam-se em conhecimentos de higiene, biossegurana, educao, administrao, engenharia e at de legislao. As regras de segurana so porm insuficientes, se os materiais no so corretamente utilizados e se a (des)organizao do trabalho impede sua

aplicao. Picadas de agulhas so favorecidas por obscuridade, insuficincia de espao, falta de recipientes adequados para transporte e coleta de seringas aps o uso, por exemplo. Vacine-se! Conhea seu nvel imunitrio relativo s infeces que fazem parte do seu cotidiano. Mais exposto que a populao em geral ao risco de adquirir algumas infeces imunologicamente prevenveis, o trabalhador de enfermagem deve proteger-se, por meio de vacinas ou imunoglobulinas, contra as seguintes doenas: Proteo altamente recomendada Caxumba Difteria Gripe Hepatite B Rubola Sarampo Ttano Tuberculose Varicella Zoster Proteo eventualmente indicada Coqueluche Febre tifide Hepatite A Doena meningoccica Doena pneumoccica Doena invasiva por H. influenzae Segundo a NR 32, todo trabalhador dos servios de sade deve receber, gratuitamente, programa de imunizao ativa contra ttano, difteria, hepatite B e os estabelecidos no PCMSO. Sempre que houver vacinas eficazes contra outros agentes biolgicos a que os trabalhadores esto, ou poder estar exposto, o empregador deve fornec-las gratuitamente. Redobre sua ateno com os perfurocortantes:

Agulhas, tesouras, bisturis, pinas e escalpes fazem parte do nosso trabalho dirio. Picadas e cortes acidentais produzidos por esses materiais, tambm! Por isso, s manipule agulhas e material cortante, ou qualquer outro material sujo de sangue, como barbeadores e escovas de dente, com as devidas precaues. Dentre os casos de AIDS envolvendo profissionais de sade, a maioria ocorreu como resultado de manipulao inadequada de agulhas e instrumentos cortantes: mais de 70% dos casos comprovados e 43% dos provveis, envolveram a categoria de enfermagem e de profissionais da rea de laboratrio. Agora lei: Em toda ocorrncia de acidente envolvendo riscos Programa de Infeces Hospitalares (PCIH) e criem uma Comisso de Controle de Infeces Hospitalares (CCIH). As diretrizes e normas que viabilizaram o planejamento do programa foram definidas pela Portaria GM 2616, de 12 de maio de 1998. So agentes de risco fsico: Radiaes ionizantes: raios-X, raios gama, raios beta, partculas gama, prtons e nutrons. Radiaes no ionizantes: ultravioleta, raios visveis (luz solar ou artificial), infravermelho, microondas, frequncia de rdio, raios laser. Variaes atmosfricas: calor, frio e presso atmosfrica. Vibraes oscilatrias: rudo e vibraes. A OIT considera as radiaes ionizantes, o rudo, a temperatura e a eletricidade como os principais fatores de risco fsico para os trabalhadores de sade. Na NR-32, apenas as radiaes ionizantes so detalhadas: radioterapia, radiodiagnstico mdico-odontolgico, braquiterapia e resduos. De fato, trata-se de risco considerado ainda mais perigoso porque impossvel de ser detectado pelos sentidos: no tem cheiro, no emite qualquer som, no pode ser visto, nem tocado. So efeitos biolgicos das radiaes ionizantes: Somticos - as alteraes celulares manifestamse na pessoa irradiada, no passam aos descendentes. Genticos - as alteraes ocorridas nos gametas do indivduo irradiado so transmissveis aos descendentes.

Estima-se ser ainda desconhecida a maioria dos efeitos genticos resultantes das exposies profissionais s radiaes. As exposies radioativas do trabalhador podem ser agudas e crnicas: Exposio aguda sobre exposio a uma fonte interna ou externa de radiao. Produz a sndrome de irradiao aguda, podendo levar morte. Corresponde a uma emergncia mdica e caracteriza-se como acidente de trabalho Exposio crnica exposio a doses baixas em um tempo de exposio longo, com a manifestao dos danos a ocorrer muitos anos aps a exposio original. Seus efeitos a longo prazo so: aumento da incidncia de carcinomas; efeitos embriotxicos em trabalhadoras gestantes; efeitos cataratognicos observados em radiologistas e fsicos nucleares. A legislao clara: toda trabalhadora com gravidez confirmada deve ser afastada das atividades com radiaes ionizantes, devendo ser remanejada para atividade compatvel com seu nvel de formao. (NR-32) So medidas de proteo: Blindagens Capacitao do pessoal Confinamento de fontes radioativas Controle mdico (PCMSO e PPRA) Distncia da fonte Identificao do risco Instalaes adequadas Limitao do tempo de exposio Manuteno dos aparelhos em perfeito estado Monitorao do trabalhador Observao rigorosa das regras de segurana Otimizao das atividades nas reas de risco. Alm do atendimento s exigncias da NR-32, devem ser cumpridos vrios dispositivos relativos radioproteo, tais como: ABNT: NBR 9191/2000 Acondicionamento dos resduos de sade.

CNEN 1988: Radioproteo: NN -3.01 Diretrizes bsicas de proteo radiolgica NE - 3.02 Servios de radioproteo

NN - 3.05 Requisitos de radioproteo e segurana para servios de medicina nuclear NE - 3.06 Requisitos de Radioproteo e Segurana para Servios de Radioterapia. Transporte: NE - 5.01 Transporte de Materiais Radiativos. Instalaes Radioativas: NN - 6.01 Registro de pessoas fsicas para o preparo, uso e manuseio fontes radioativas NE 6.02 Licenciamento de instalaes radioativas NE - 6.05 Gerncia de rejeitos radioativos em instalaes radioativas NE - 6.06 Seleo e escolha de locais para depsitos de rejeitos radioativos NN - 6.09 Critrios de aceitao para deposio de rejeitos radioativos de baixo e mdio nveis de radiao. COFEN: Resoluo COFEN-211/1998 - Dispe sobre a atuao dos profissionais de Enfermagem que trabalham com radiao ionizante. MS: Portaria/MS/SVS n 453/1998 - Diretrizes bsicas de proteo radiolgica em radiodiagnstico mdico e odontolgico. MTE: NR 07 Programa de Controle Mdico de Sade Ocupacional - PCMSO NR 09 Programa de Preveno de Riscos Ambientais - PPRA NR 16 Atividades e Operaes Perigosas. No mundo, milhes de substncias qumicas encontram-se registradas. Dentre essas, centenas so de uso hospitalar, todas podendo constituir-se em risco txico. Os trabalhadores de sade esto expostos enorme variedade desses txicos. Anestsicos, esterilizantes, desinfetantes, solventes, agentes de limpeza, antisspticos, detergentes, medicamentos e drogas de risco so alguns dos produtos diariamente manipulados pelo trabalhador de enfermagem. Nos servios de sade, no so poucas as substncias capazes de causar genotoxicidade, carcinogenicidade, teratogenicidade e toxicidade sobre rgos e sistemas.

Os agentes qumicos so capazes de produzir todos os tipos de leso celular e os efeitos da exposio aos mesmos podem manifestar-se imediata ou tardiamente. Fadiga, perda do apetite, irritabilidade, problemas da memria, do equilbrio e do sono, alteraes do humor e dor de cabea podem estar associados exposio ao risco qumico. Possveis efeitos crnicos causados pela maioria das substncias qumicas sobre o nosso organismo: Cancergenos: atingindo principalmente medula ssea, pulmo, laringe, pele, bexiga, fgado. Comportamentais: instabilidade emocional, irritabilidade, distrbios psicomotores e da memria. Cutneos: ressecamento, fissuras, dermatites, inclusive foliculite e acne. Neurolgicos: degenerao dos neurnios. Pulmonares: pulmonar. bronquite crnica, enfisema

Relacionados com a reproduo: aborto, natimortalidade, baixo peso ao nascer, mortalidade perinatal, anomalia congnita, malformaes cardiovasculares, alteraes na estrutura dos cromossomos. O gs xido de etileno, por exemplo, altamente txico, facilmente inflamvel e explosivo, alm de ser carcinognico, mutagnico, teratognico e neurotxico. Acrescente-se que as exposies ocupacionais envolvem vrias substncias, simultneas ou sucessivamente. E a interao entre os txicos absorvidos simultaneamente pode ser antagnica ou sinrgica. Os seguintes fatores podem interagir e modificar, para pior, a reposta do organismo ao txico: Ambientais - temperatura ambiente, presso atmosfrica, rudo, vibraes e radiaes. Genticos hipossensibilidade. reaes de hiper e

Fisiolgica - idade, sexo (suscetibilidade da mulher a hormnios sexuais, gravidez).

Profissionais ou relacionados com o estilo de vida - estresse, fadiga, sobrecarga de trabalho, dieta alimentar, tabagismo. Medicamentos - os efeitos txicos dos medicamentos utilizados no meio hospitalar so frequentemente compartilhados pelo pessoal de enfermagem e da farmcia. Suspeita-se que muitos dos efeitos nocivos da maioria dos medicamentos continuam ignorados. O trabalhador de enfermagem expe-se, todos os dias, ao risco de absoro de vrios medicamentos atravs das vias cutneo-mucosa, respiratria e digestiva. Com um agravante: se a exposio profissional sensibilizar um trabalhador a um determinado medicamento, h o perigo de reao mais grave (choque anafiltico, por exemplo), quando esse receber a substncia diretamente, mais tarde. Um pouco sobre as dermatoses - dermatose profissional qualquer anormalidade da pele produzida ou agravada pelo trabalho, abrangendo desde eritemas ou descamaes, at srias leses eczematosas, acneiformes, neoplsicas, granulomatosas ou ulcerativas. As dermatoses profissionais podem ser causadas por agentes qumicos, fsicos e biolgicos. Os trabalhos midos apresentam risco de dermatoses profissionais. Fatores domsticos, como cuidar de crianas e ausncia de mquina de lavar roupa, uma vez combinados com os trabalhos midos no hospital, quadruplicam os riscos de dermatose. As diferentes tarefas de homens e mulheres explicam o maior nmero de casos de eczema entre estas. NR32 aborda as medidas de proteo contra os efeitos txicos de gases medicinais, medicamentos e drogas de risco, quimioterpicos antineoplsicos, gases e vapores anestsicos. Segundo essa norma, por exemplo, com relao aos quimioterpicos antineoplsicos: 1. vedado: iniciar qualquer atividade na falta de EPI dar continuidade s atividades de manipulao quando ocorrer qualquer interrupo do funcionamento da cabine de segurana biolgica. 2. Compete ao empregador: proibir fumar, comer ou beber, bem como portar adornos ou maquiar-se afastar das atividades as trabalhadoras

gestantes e nutrizes proibir que os trabalhadores expostos realizem atividades com possibilidade de exposio aos agentes ionizantes fornecer aos trabalhadores os EPIs e recursos necessrios execuo das tarefas. Para a preveno e controle dos riscos qumicos, a prpria NR32 lembra a necessidade de se cumprir o estabelecido nos seguintes dispositivos: NR 07 - Programa de Controle Mdico de Sade Ocupacional NR 09 - Programa de Preveno de Riscos Ambientais NR 15 - Atividades e Operaes Insalubres NR 26 - Sinalizao de Segurana Portaria Interministerial MS/MTE n. 482 de 16/04/1999. Sabemos que as implicaes do trabalho sobre a sade so bem mais amplas e difusas do que apenas aquelas determinadas pelos riscos ocupacionais. No mundo, o movimento sindical foi um dos primeiros - e o nico, durante muito tempo - a denunciar o aviltamento das condies de trabalho. As (ms) condies de trabalho do pessoal de enfermagem tm sido crescentemente denunciadas no mundo inteiro. No h substncia qumica segura, h apenas maneira segura de utiliz-la. Emil Mrak (1901-87) .Diante das considerveis conquistas de outras categorias de trabalhadores, como explicar o atraso em que se encontra a enfermagem na luta por melhores condies de higiene, sade e segurana em seu ambiente de trabalho? No Brasil , a fora-de-trabalho da enfermagem constituda de mais de um milho de pessoas. So enfermeiros, tcnicos e auxiliares de enfermagem, atendentes e auxiliares operacionais de servios diversos assemelhados... merc de condies de trabalho capazes de ameaar a prpria sobrevivncia da profisso. Dois grandes problemas mundiais dos sistemas de sade - escassez e evaso do pessoal de sade esto reconhecidamente ligados s condies de trabalho existentes nos estabelecimentos de sade. Condies de trabalho representa o conjunto de fatores - exigncias, organizao, execuo, remunerao e ambiente do trabalho capaz de

determinar a conduta do trabalhador. A isso, o indivduo responde com a execuo de uma atividade ou conduta passvel de ser analisada sob diferentes aspectos: perceptivos, motores e cognitivos. Satisfao, conforto, carga de trabalho, fadiga, estresse, doenas e acidentes so as consequncias dessa resposta individual sobre o estado fsico, mental e psicolgico do trabalhador. As condies de trabalho marcam o corpo do trabalhador. Para o pessoal de enfermagem, o envelhecimento precoce e a incapacidade resultante de acidentes e de doenas profissionais so algumas marcas em seu corpo fsico. O aumento da dependncia alcolica e o uso indiscriminado de psico-frmacos refletem as marcas em seu corpo psquico. O corpo social no sai ileso, pois as condies, a organizao do trabalho e o tipo de tecnologia modelam os trabalhadores, impondo uma representao diferente de um grupo a outro. REPRODUO - DANOS RELACIONADOS COM O TRABALHO: Pr-concepo: diminuio desequilbrio hormonal

O pagamento desse adicional... uma medida paliativa, pressupe a manuteno de situaes que podem gerar acidentes e doenas do trabalho...e isso est em desacordo com os princpios do MTE; Percebendo esse adicional, o trabalhador passaria a acreditar que seus direitos estariam sendo assegurados; pagando o adicional, a empresa consideraria cumpridas suas responsabilidades, deixando de melhorar as condies de trabalho; Dificuldades em se definir o que penoso, pois as situaes penosas seriam referidas ao desgaste... sabidamente um parmetro de difcil avaliao/ conceituao, pelo seu carter subjetivo. Enquanto persistem as dificuldades do governo federal para conceituar/ definir o que penosidade, e reconhecer que o trabalho penoso constitui um risco sade do trabalhador, alguns grupos tm conseguido minimizar um pouco a situao, nas esferas municipal e estadual. Indicadores e determinantes da penosidade no trabalho de enfermagem Carga fsica Quilometragem/Deslocamentos : distncias dos corredores e entre os postos de trabalho, quartos, enfermarias, etc. Posturas: dimenses dos mobilirios/ausncia de cadeiras Manuteno (levantamento, sustentao, transporte de cargas): inexistncia, insuficincia ou inadaptao do material de manuteno; falta de equipes especificamente treinadas para a manuteno e transporte de pacientes Elevao da temperatura corporal: temperatura ambiente elevada. Carga mental Interrupes: dvida sobre rotinas, tcnicas, aparelhos Tratamento de informaes: memorizao complexa Erros: ilegibililidade, insuficincia de informao Tamanho dos caracteres para leitura: inadequao de softwares, bulas, crans Nvel de iluminamento/Contraste: iluminao insuficiente ou inadequada. Carga psquica Na comunicao: Respostas evasivas, hesitaes, brevidade nas comunicaes com doentes e colegas: confrontao com sofrimento, incapacidade, morte; falta de apoio (inexistncia de grupos de conversa, grupos de discusso); falta de reconhecimento por parte de colegas e chefes.

da libido dismenorria esterilidade impotncia menopausa precoce subfertilidade masculina e feminina. Gestao : aborto espontneo alteraes sexuais danos ao cromossoma deficincia do desenvolvimento fsico e mental do feto malformaes congnitas morte fetal doenas da gravidez (toxemia, hemorragia). Parto e ps parto: alterao do comportamento anomalias congnitas baixo peso ao nascer cncer e morbidade infantil deficincia mental mortinatalidade prematuridade. Riscos do trabalho de enfermagem. Direito garantido desde a vigncia da Constituio Federal de 88, o adicional de penosidade no concedido aos trabalhadores que atuam em condies penosas. Ao contrrio das atividades insalubre e perigosa, a atividade penosa no tem regulamentao federal. Algumas das dificuldades para tal regulamentao podem ser percebidas, por exemplo, na seguinte argumentao de dois auditores fiscais do MTE (2000):

No relacionamento: Falta de lugar para reunies, ausncia de meios de comunicao, inexistncia de programa de trabalho: dilogo social insuficiente; insuficincia de informao; inexistncia de regimento interno do servio de sade. Quanto ao horrio: Desrespeito aos ritmos biolgicos Irritabilidade Hipoglicemia Temperatura oral baixa: trabalho noturno fixo ou por longo perodo; horrios fracionados; incio da jornada demasiado cedo; Desrespeito aos horrios de alimentao; insuficincia de tempo para passagem do servio; dobra de servio ou permanncia no trabalho aps trmino da carga horria; duplo emprego. Sobrecarga fsica A sobrecarga fsica decorre de operaes frequentes de alto custo energtico: andar quilmetros, levantar, sustentar e transportar doentes; empurrar, puxar, levantar cargas diversas em posturas nocivas, quase sempre de p ou, o que pior, inclinada ou agachada; prevenir escaras, refazer leitos, verificar sinais vitais... Maior o grau de dependncia dos doentes, maior tambm a carga de trabalho pelos cuidados a prestar e pela durao das posturas penosas. Tudo isso e as muitas atividades do tipo domstico geram dispndios energticos que, acumulados ao longo do dia, intensificam a fadiga e favorecem as lombalgias e outras doenas steo-articulares. Fadiga e lombalgias representam os principais danos sade produzidos pela sobrecarga fsica. A penosidade do trabalho agrava o risco de prematuridade, sendo esta a mais importante causa de mortalidade e morbidade neonatais. Maior a carga fsica, mais elevada a taxa de prematuridade, fenmeno bastante observado entre atendentes. A fadiga causada por uma solicitao excessiva do organismo humano. Inicialmente considerada normal, constitui-se num sinal de alarme que permite ao organismo reconhecer seus limites. Neste caso, as perturbaes por ela introduzidas so perfeitamente reversveis, desaparecendo com o repouso e o sono reparador. A cronificao da fadiga ocorre quando o repouso e o sono so insuficientes. A fadiga crnica leva ao esgotamento, um fenmeno patolgico grave, com manifestaes

orgnicas e psquicas. As lombalgias encontram-se entre as principais causas de absentesmo do pessoal de enfermagem em todo o mundo. Nas Disposies Gerais da NR 32 encontram-se referidos alguns recursos capazes de aliviar a sobrecarga fsica do trabalhador de sade. So eles: Condies de conforto por ocasio das refeies. Nveis de rudo previstas na NB 95 da ABNT. Nveis de iluminao conforme NB 57 da ABNT. Conforto trmico previstas na RDC 50/02 da ANVISA. Condies de limpeza e conservao do ambiente de trabalho. Organizao dos postos de trabalho de forma a evitar deslocamentos e esforos adicionais. Previso de dispositivos seguros e com estabilidade, que permitam acessar locais altos, sem esforo adicional dos trabalhadores. Auxlio de meios mecnicos ou eletromecnicos nos procedimentos de movimentao e transporte de pacientes e no transporte de materiais. Capacitao dos trabalhadores para adotar mecnica corporal correta, na movimentao de pacientes ou de materiais. Orientao sobre medidas a serem tomadas diante de pacientes com distrbios de comportamento biolgicos, com ou sem afastamento do trabalhador, deve ser emitida a Comunicao de Acidente de Trabalho CAT. Para a preveno e controle do risco biolgico, a NR 32 salienta a necessidade do cumprimento das seguintes Normas Regulamentadoras: NR 07 Programa de Controle Mdico de Sade Ocupacional NR 09 Programas de Preveno de Riscos Ambientais e NR 15 Atividades e Operaes Insalubres. O Controle de Infeco Hospitalar tambm dispe de legislao especfica: a Lei 9431, de 06/01/1997 Acidente do trabalho - legalmente, o acidente de trabalho o que ocorre no exerccio do trabalho a

servio da empresa, provocando leso corporal ou perturbao funcional que cause morte, perda ou reduo permanente ou temporria da capacidade para o trabalho. Equiparam-se aos acidentes de trabalho: acidente ocorrido na prestao de servios empresa, fora do local de trabalho; o acidente que ocorre no trajeto entre a casa e o trabalho; doena profissional - aquela produzida ou desencadeada pelo exerccio de trabalho peculiar a determinada atividade e constante da relao de que trata a lei; doena do trabalho - aquela adquirida ou desencadeada em funo de condies especiais em que o trabalho realizado e com ele se relaciona diretamente, desde que constante da relao da legislao. (Decreto n. 611/92; Decreto n 3.048, de 06/03/99). O registro do acidente de trabalho faz-se por meio da Comunicao de Acidente do Trabalho (CAT), emitida pela empresa at o primeiro dia til seguinte ao do acidente. Caso a empresa negue a emisso da CAT, esta poder ser emitida pelo acidentado, dependentes, mdico, sindicato ou qualquer autoridade pblica. O acidente deve ser registrado independente de vnculo empregatcio, da gravidade de acidente e do local de atendimento hospitalar. 1. Proteo mulher e maternidade Direitos constitucionais (Constituio Brasileira de 1988) Art.6 - So direitos sociais a educao, a sade, o trabalho, o lazer, a segurana, a previdncia social, a proteo maternidade e infncia, a assistncia aos desamparados, na forma desta Constituio. Art.7 - Licena gestante, sem prejuzo do emprego e do salrio; reduo dos riscos inerentes ao trabalho, por meio de normas de sade, Indicador no definido. Higiene e segurana; adicional de remunerao para as atividades penosas, insalubres ou perigosas, na forma da lei. Art.196 - A sade direito de todos e dever do Estado, garantido mediante polticas sociais e econmicas que visem reduo do risco de doena e de outros agravos e ao acesso universal e igualitrio s aes e servios para sua promoo, proteo e recuperao.

Art. 201 - Os planos de previdncia social, mediante contribuio, atendero nos termos da lei, a proteo maternidade, especialmente gestante. Direitos trabalhistas da mulher brasileira O trabalho da mulher protegido pela CLT Decreto-lei n 5.452, de 1 de maio de 1943 - Ttulo III, Captulo III. Seu texto abrange os temas: Durao e condies de trabalho Trabalho noturno Dos perodos de descanso Mtodos e locais de trabalho Proteo maternidade Penalidades. 2. Sade e Segurana do Trabalho Normas Regulamentadoras (NRs) - sntese das Normas de maior interesse para o trabalhador de enfermagem. Observaes: 1. O texto integral de todas as (37) Normas Regulamentadoras edita-das no pas, bem assim o texto das portarias de alterao das mesmas encontram- se no site do MTE: www.mte.gov.br; 2. A Portaria MTB n 3.214, de 08 de junho de 1978 aprovou as NRs de n 04, 05, 06, 07, 09, 15, 16, 17, 24 e 26. A Portaria MTE n. 485, de 11 de novembro de 2005, aprovou a Norma Regulamentadora de Segurana e Sade no Trabalho em Estabelecimentos de Sade NR 32 NR 04 - Servios Especializados em Engenharia de Segurana e em Medicina do Trabalho SESMT: estabelece a obrigatoriedade de Servios Especializados em Engenharia de Segurana e em Medicina do Trabalho para as empresas privadas e pblicas. NR 05 - Comisso Interna de Preveno de Acidentes CIPA: dispe sobre a criao da Comisso Interna de Preveno de Acidentes, constituda por representantes do empregador e dos empregados, com vistas preveno de acidentes e doenas do trabalho nas empresas. NR 06 - Equipamento de Proteo individual EPI: estabelece os critrios para a utilizao de Equipamentos de Proteo Individual adequados ao risco e fornecidos gratuitamente pelo empregador ao empregado. NR 07 - Programa de Controle Mdico de Sade Ocupacional PCMSO: estabelece a obrigatoriedade de elaborao e implementao,

por parte de todos os empregadores, do Programa de Controle Mdico de Sade Ocupacional. PCMSO dos empregados. NR 09 - Programa de Preveno de Riscos Ambientais PPRA: estabelece a obrigatoriedade da elaborao e implementao, por parte de todos os empregadores, do Programa de Preveno de Riscos Ambientais PPRA. Para efeito dessas NR, consideram-se riscos ambientais os agentes fsicos, qumicos e biolgicos existentes nos ambientes de trabalho que, em funo de sua natureza, concentrao ou intensidade e tempo de exposio, so capazes de causar danos sade do trabalhador. NR 15 - Atividades e Operaes Insalubres: caracteriza as atividades ou operaes insalubres. NR 16 - Atividades e Operaes Perigosas: caracteriza as atividades e operaes perigosas. NR 17 Ergonomia: estabelece parmetros de adaptao das condies de trabalho s caractersticas psicofisiolgicas dos trabalhadores. NR 24 - Condies Sanitrias e de Conforto nos Locais de Trabalho: disciplina os preceitos de higiene e de conforto a serem observados nos locais de trabalho. NR 26 - Sinalizao de Segurana: fixa as cores que devem ser usadas nos locais de trabalho para preveno de acidentes. NR 32 - Segurana e Sade no Trabalho em Servios de Sade: Estabelece as diretrizes bsicas para a implementao de medidas de proteo segurana e sade dos trabalhadores dos servios de sade Classifica e lista os agentes biolgicos em seus Anexos I e II. Cria a Comisso Tripartite Permanente Nacional da NR32, formada pelo governo, empregadores e trabalhadores para controle peridico do cumprimento da NR-32 e esclarecimento de dvidas sobre a mesma. Concede prazos de 5 a 17 meses para cumprimento de todos os itens da Portaria (de 16/04/2006 a 16/04/2007). Algumas observaes sobre a NR 32 Contedo: 1. Objetivo e campo de aplicao; 2. Riscos Biolgicos; 3. Riscos Qumicos; 4. Radiaes ionizantes (risco fsico);

5. Resduos; 6. Condies de conforto por ocasio das refeies; 7. Lavanderias; 8. Limpeza e conservao; 9. Manuteno de mquinas e equipamentos; 10. Disposies gerais; 11. Disposies finais. Louve-se o esforo do Grupo de Trabalho Tripartite que elaborou a norma, sobretudo pela vantagem que representa o fato de atribuir ao empregador a responsabilidade da capacitao inicial e contnua dos trabalhadores, em questes de sade e segurana no trabalho. O cumprimento desse item representar, por si s, um enorme benefcio para a sade do Sistema de Sade. Extensa (40 pginas) e minuciosa, a NR-32 probe, acertadamente, o uso de brincos e pulseiras, pelos profissionais que tm contato direto com pacientes, mas cala ou trata ligeiramente sobre temas importantes, tais como os riscos psicossociais e aqueles produzidos pela sobrecarga fsica.

PROCESSO DE TOMADA DE DECISO: tomada de deciso no somente resoluo de problemas, podendo tambm ser o aproveitamento de uma oportunidade e inesperada. Nesse sentido, buscouse a diferena entre problema e oportunidade. Tipos de Decises Lacombe e Heilborn (2003) mencionam que Herbert Simon criou as definies: decises programadas e no -programadas. Megginson, Mosley e Pietri (1998) expem as programadas como as decises rotineiras, repetitivas, freqentes, para as quais j esto estabelecidas diretrizes sistemticas para chegar soluo. Montana (1999) refere que essas so caracterizadas por problemas de fcil compreenso, estruturados, rotineiros, repetitivos e resol vidos por regras previamente sistematizadas. Stoner e Freeman (1999) reportam-se a elas como decises tomadas de acordo com po lticas, procedimentos ou regras, escritas ou no, que simplifi cam a tomada de deciso. As Decises No-Programadas so as que no ocorrem com freqncia, exigindo uma resoluo nica, segundo Megginson, Mosley e Pietri (1998). Mon tana (1999) relata que essas envolvem aqueles problemas que no so bem compreendidos, tendendo a serem singulares e no se enquadrarem em procedimentos r otineiros ou sistmicos. Stoner e Freeman (1999) expressam as no-programadas como problemas incomuns ou e xcepcionais. J Bateman e Snell (1998) apontam que so decises nov as, singulares, complexas, para as quais no

ADMINISTRAO EM ENFERMAGEMMDULO: GESTO DE MATERIAIS1-PLANEJAMENTOS DE MATERIAS De acordo Faria (1985) a importncia de planejamento de estoques seria: O estabelecimento da distribuio racional no tempo e no espao dos recursos disponveis, como o objetivo de atender um menor desperdcio possvel a hierarquia de prioridades necessrias para a realizao, com xito, de um propsito previamente definido. Viana (2002, p. 41) em seus postulados refere-se que materiais so todas as coisas contabilizveis que entram como elementos constitudos ou constituintes na linha de atividades de uma empresa e que a administrao dos mesmos tem como meta primordial atingir o equilbrio entre estoque e consumo. Para o estudioso, essa administrao abrange e tem como objetivo planejamento, coordenao, direo e controle de todas as atividades ligadas aquisio de materiais para a formao de estoques, desde o momento de sua concepo at seu consumo final. 1.1- ADMINISTRAO DE MATERIAS: Para Krause, um ciclo contnuo de operaes correlatas e interdependentes, vlidas para qualquer instituio independentemente do seu tamanho, so elas: previso, aquisio, transporte, recebimento, armazenamento, conservao, distribuio, controle. O gerenciamento de estoques est baseado em dois fatores: 1. - O primeiro consiste em manter estoques a nveis aceitveis de acordo com o mercado, evitando a sua falta e o risco de obsolescncia; 2. - O segundo trata dos custos que esses proporcionam em relao aos nveis e ao dimensionamento do espao fsico. 2-DEPARTAMENTOS DA ADMINISTRAO DE MATERIAIS: 2.1- Departamento de compras: a favor de grande quantidade, pois obtm grandes descontos, encurtando assim, os custos e consequentemente aumentando os lucros. 2.2-Departamento de produo: o maior medo deste departamento que falte MP, pois sem ela a

existe uma estrutura pr-determinada.

produo fica parada, causando retrocessos podendo at mesmo perder o cliente, portanto de grande quantidade para produzir grandes lotes de fabricao e diminuir o risco de no ter satisfeita a demanda de consumidores. 2.3-Departamentos de vendas e marketing: a favor de grande quantidade de matria-prima, pois significa grandes lotes de fabricao e consequentemente, grande quantidade de material no estoque para que as entregas possam ser realizadas rapidamente, o que resultar em uma boa imagem da empresa, aumentar as vendas e consequentemente os lucros. 2.4-Departamentos financeiro: a favor de pequena quantidade de material no estoque, pois a medida que aumenta a quantidade significa: alto investimento de capital - caso no venda, este capital fica inativo; alto risco - as perdas podem ser maiores, obsolescncia, altos custos de armazenagem Segundo Vecina Neto e Reinhardt Filho (1998, p. 2), [...] o processo de produo do setor da sade muito complexo e o hospital, constitui um centro de interao de vrias disciplinas e profisses, incorporando tecnologias, gerando um modelo assistencial com uma variedade enorme de itens e graus de diversidade.

necessidades e, para tanto, tm como aliados os trabalhadores da rea da sade, assim como os trabalhadores que ampliam atividades de apoio. A qualidade desses instrumentos ir influenciar diretamente a qualidade da assistncia oferecida e a segurana do trabalhador de enfermagem ao objetivar essa assistncia. 4-GESTO DE MATERIAIS: Segundo Messias: 1:13- A gesto de materiais : (...) um ramo especializado da cincia da administrao, pois trata especificamente de um conjunto de normas relacionadas com a gerncia de artigos essenciais produo de um determinado bem ou servio. Para Kurcgant: para compreender os objetivos e a importncia da administrao dos recursos materiais nas organizaes de sade, deve-se destacar alguns aspectos, tais como, a proporo que a despesa com recursos materiais representa para a instituio; a grande variedade de materiais; a complexidade de tratamentos e, conseqentemente, o nus nos custos. O conhecimento dos enfermeiros no processo de compras de materiais nas instituies hospitalares, nos dias cada vez mais requisitados. Informalmente, o enfermeiro sempre compartilhou com esse processo, tendo em sua competncia bsica, fundamentos que garantem qualidades para opinar quanto ao tipo, quantidade e qualidade dos materiais a serem obtidos para o emprego nas enfermarias. Nos dias atuais, o enfermeiro tem agido em comisses de licitao, como componente de grupos de assessoria de compra e emitindo pareceres tcnicos nos processos de aquisio de material; e determinados servios de enfermagem em organizaes de sade de amplo porte, possui em sua estrutura, assessorias, setores ou sees de enfermagem para o bom desempenho de funes, direcionadas ao controle de qualidade, seleo e compra de materiais usados na assistncia ao cliente. Em instituies privadas, geralmente a compra direta, ou seja, o servio de compras agencia livremente com os fornecedores, apenas seguindo as diretrizes financeiras da instituio de sade. A instituio privada configura-se como um s i s t ema desburocratizado, e devido a este fato mais ligeiro na compra de material. As instituies pblicas obedecem rigidamente, as normas referentes aos

3- O ENFERMEIRO E A ADMINISTRAO DE MATERIAIS: Segundo Anselmi e Nakao (1999), a partir da institucionalizao da profisso dentro das estruturas de sade, a enfermagem, na figura do enfermeiro, vem incorporando em seu trabalho aes caractersticas do processo de gerenciamento. Os Enfermeiros devem estar envolvidos na Gesto de materiais em enfermagem (GRM), pois esto tambm responsveis pelo atendimento de qualidade aos clientes, essas pessoas hospitalizadas, por sua vez, necessitam acreditar que esto recebendo o que h de melhor para a recuperao de sua sade, porquanto se encontram em uma ocasio de fragilidade e carecem receber uma assistncia integral as suas

procedimentos legais que 1licitaes desse campo.

regulamentam

as

6-CLASSIFICAO DO MATERIAL: QUANTO A DURAO: 1. PERMANENTE: material com durao superior a dois anos; 2. CONSUMO: material com durao prevista para dois anos, no mximo. 1. PEQUENO: Inaladores, pacote de curativo, e outros. 2. MDIO: ventiladores respiratrios, aspiradores e outros; 3. GRANDE: autoclaves, etc. 7-AQUISIO DE MATERIAL: O tipo de licitao no deve ser confundido com modalidade de licitao. Tipo o critrio de julgamento utilizado pela Administrao para seleo da proposta mais vantajosa. Modalidade procedimento. Os tipos de licitao mais utilizados para o julgamento das propostas so os seguintes: 1. Menor Preo: Critrio de seleo em que a proposta mais vantajosa para a Administrao a de menor preo. (Melhor Preo terminologia usada para definir Menor Preo conjugado com qualidade, durabilidade,funcionalidade, desempenho etc.) utilizado para compras e servios de modo geral. Aplicas-se tambm na aquisio de bens e servios de informtica quando objetivada na modalidade convite. 2. Melhor Tcnica: Critrio de seleo em que a proposta mais vantajosa para a Administrao escolhida com base em fatores. usada excepcionalmente para servios de natureza predominantemente intelectual, em especial na elaborao de projetos, clculos, fiscalizao, superviso e gerenciamento e de engenharia consultiva em geral, e em particular, para elaborao de estudos tcnicos preliminares e projetos bsicos e executivos. 3. Tcnica e Preo: Critrio de seleo em que a proposta mais vantajosa para a Administrao escolhida com base na maior mdia ponderada, considerando-se as notas obtidas nas propostas de preo e de tcnica. obrigatrio na contratao de bens e servios de informtica, nas modalidades tomada de preos e concorrncia. Modalidades de Licitao Modalidade de licitao a forma particular de conduzir o procedimento licitatrio, a partir de critrios definidos em lei. O valor estimado para contratao o principal fator para escolha da modalidade de licitao, exceto quando se trata de prego, que no est limitado a valores.

As modalidades de licitao empregadas para a compra de materiais nas instituies pblicas de sade so a concorrncia, a tomada de preos e o convite. A alternativa de qual modalidade de licitao usar vai incidir em funo do valor acatado para a compra e dos casos de emergncia, em que a falta de material pode ocasionar prejuzos na assistncia ao paciente. As atividades do enfermeiro em relao seleo e compra de materiais podem modificar de uma instituio para outra, porm fundamentalmente vo envolver: auxlio na cotao do tipo de recurso a ser obtido para as unidades, padronizao, especificao tcnica, controle de qualidade e emisso do parecer tcnico. 1 Licitao o procedimento administrativo mediante o qual a organizao pblica seleciona a proposta mais vantajosa para o contrato de seu interesse, visando proporcionar oportunidades iguais aos fornecedores.

5-FUNES ADMINISTRATIVAS NA GESTO DE MATERIAIS: 1. PREVISO: a atividade de conhecer as reais necessidades materiais do local de trabalho. A determinao da cota de cada item tem a seguinte frmula: 2. Cota mensal (CM) = consumo mdio mensal (CMM)l+ Estoque de segurana (ES) Estoque de segurana = 20% CMM+ consumo durante o tempo de reposio de material. 3. PROVISO: Atividade de abastecimento de material reconhecido na previso como sendo necessrios para a realizao do trabalho. 4. ORGANIZAO: atividade que est envolvida ao estoque, que deve ser feito da melhor forma possvel os materiais da organizao. 5. CONTROLE: Envolve a atividade de controlar a quantidade de sada, a conservao e proteo do material.

Alm do leilo e do concurso, as demais modalidades de licitao admitidas so exclusivamente as seguintes: 1. CONCORRNCIA: Modalidade da qual podem participar quaisquer interessados que na fase de habilitao preliminar, desde que comprovem ter requisitos mnimos de qualificao exigidos no edital para execuo do objeto da licitao. Obras e servios de engenharia acima de R$ 1.50.0,0. Compras e outros servios acima de R$ 650.0,0. 2. TOMADA DE PREOS: Modalidade conseguida entre interessados devidamente cadastrados ou que atenderem a todas as condies ordenadas para cadastramento at o terceiro dia anterior data do recebimento das propostas, observada a necessria qualificao. Obras e servios de engenharia acima de R$ 150.000,00 at R$ 1.500.000,00. 3. CONVITE: Modalidade conseguida entre interessados do ramo de que trata o objeto da licitao, escolhidos e convidados em nmero mnimo de trs pela Administrao. No convite possvel a participao de interessados que no tenham sido formalmente convidados, mas que sejam do ramo do objeto licitado, desde que cadastrados no rgo ou entidade licitadora ou no Sistema de Cadastramento Unificado de Fornecedores SICAF. Esses interessados devem solicitar o convite com antecedncia de at 24 horas da apresentao das propostas. O convite a modalidade de licitao mais simples. A Administrao escolhe quem quer convidar, entre os possveis interessados, cadastrados ou no. A divulgao deve ser feita mediante afixao de cpia do convite em quadro de avisos do rgo ou entidade, localizado em lugar de ampla divulgao. Obras e servios de engenharia acima de R$ 15.0,0 at R$ 150.0,0. Compras e outros servios acima de R$ 8.0,0 at R$ 80.0,0. 4. PREGO: a modalidade licitao em que ocorre disputa pelo fornecimento de bens e servios comuns realizada em sesso pblica, modalidade alternativa ao convite, tomada de preos e concorrncia para contratao de bens e servios comuns. No obrigatria, mas deve ser prioritria e aplicvel a qualquer valor estimado de contratao. Os licitantes apresentam suas propostas de preo por escrito e por lances verbais, involuntariamente do valor estimado da contratao. Diferente de outras modalidades, no Prego a opo da proposta feita antes da anlise da documentao, razo maior de sua 2celeridade.

A modalidade prego foi instituda pela Medida Provisria 2.026, de 4 de maio de 2000, convertida na Lei n 10.520, de 2002, regulamentada pelo Decreto 3.5, de 2000. OBS: Administrao pode utilizar a tomada de preos e, em qualquer caso, a concorrncia. Quando se tratar de bens e servios que no sejam de engenharia, a Administrao pode optar pelo prego.

Normas, rotinas e procedimentos em Ateno Bsica 1CONCEITOS EM ATENO BSICA:

um conjunto de aes, de carter individual ou coletivo, situadas no primeiro nvel de ateno dos sistemas de sade, voltadas para a promoo da sade, preveno de agravos, tratamento e reabilitao. 2As normas tcnicas so um processo de simplificao. 3Normas - conjunto de regras ou instrues para fixar procedimentos, mtodos, organizaes, que so utilizados no desenvolvimento das atividades. So leis, guias que definem as aes do profissional em determinado programa do governo , quanto o que e como faz-las. So princpios de ao. 4Protocolo - Embasado no conceito de protocolo adotado por BORGES et al (2001). "... plano exato e detalhado para o estudo de um problema de sade humana, para a implementao de esquema teraputico resultando na sistematizao da assistncia, maximizando o potencial humano e reduzindo os custos". 5Rotina - conforme definies do Ministrio da Sade o conjunto de elementos que especifica a maneira exata pela qual uma ou mais atividades devem ser realizadas. uma descrio sistematizada dos passos a serem dados para a realizao das aes componentes de uma atividade, as sequncias de execuo. 6Procedimento - descrio detalhada e seqencial de como uma atividade deve ser

realizada. sinnimo de tcnica. O procedimento, ao contrrio da rotina, geralmente uniforme para toda a organizao, pois est baseada em princpios cientficos e assim no se modifica independentemente de quem o realiza. 2-FUNDAMENTAO: A organizao da Ateno Bsica, com base na Lei n 8080, tem como fundamento os princpios do SUS, a seguir referidos: - Sade como direito - a sade um direito fundamental do ser humano, devendo o Estado prover as condies indispensveis ao seu pleno exerccio, por meio de polticas econmicas e sociais que visem a reduo de riscos de doenas e de outros agravos e no estabelecimento de condies que assegurem acesso universal e igualitrio s aes e servios para a promoo, proteo e recuperao da sade individual e coletiva. - Integralidade da assistncia - entendida como um conjunto articulado e contnuo de aes e servios preventivos e curativos, individuais e coletivos, exigido para cada caso, em todos os nveis de complexidade do sistema. - Universalidade - acesso garantido aos servios de sade para toda populao, em todos os nveis de assistncia, sem preconceitos ou privilgios de qualquer espcie. - Equidade - igualdade na assistncia sade, com aes e servios priorizados em funo de situaes de risco e condies de vida e sade de determinados indivduos e grupos de populao. - Resolutividade - eficincia na capacidade de resoluo das aes e servios de sade, atravs da assistncia integral resolutiva, contnua e de boa qualidade populao adstrita, no domiclio e na unidade de sade, buscando identificar e intervir sobre as causas e fatores de risco aos quais essa populao est exposta: - Intersetorialidade - desenvolvimento de aes integradas entre os servios de sade e outros rgos pblicos, com a finalidade de articular polticas e programas de interesse para a sade, cuja execuo envolva reas no compreendidas no mbito do Sistema nico de Sade, potencializando, assim, os recursos financeiros, tecnolgicos, materiais e humanos disponveis e evitando duplicidade de meios para fins idnticos.

- Humanizao do atendimento - responsabilizao mtua entre os servios de sade e a comunidade e estreitamento do vnculo entre as equipes de profissionais e a populao. - Participao - democratizao do conhecimento do processo sade/doena e dos servios, estimulando a organizao da comunidade para o efetivo exerccio do controle social, na gesto do sistema. 3-LEGISLAO: A partir da Constituio de 1988, que designou o Sistema nico de Sade, vrias iniciativas institucionais, legais e comunitrias vm sendo adotadas para viabilizao do novo sistema. Do mbito jurdico-institucional, destacam-se as chamadas Leis Orgnicas da Sade (n. 8.080/90 e 8142/90), o Decreto n 99.438/90 e as Normas Operacionais Bsicas editadas em 1991, 1993 e 1996. 4- COMPOSIO DO PISO DA ATENO BSICA O Piso da Ateno Bsica - PAB um valor per capita, que somado s transferncias estaduais e aos recursos prprios dos municpios dever financiar a ateno bsica sade. A parte varivel do PAB implantada em 1998 , est direcionada a incentivos s Aes Bsicas de Vigilncia Sanitria, aos Programas de Agentes Comunitrios de Sade, de Sade da Famlia e de Combate s Carncias Nutricionais. O incentivo s Aes Bsicas de Vigilncia Sanitria direciona-se ao montante de recursos financeiros destinado ao incremento de aes bsicas de fiscalizao e controle sanitrio em produtos, servios e ambientes sujeitos vigilncia sanitria, bem como s atividades de educao em vigilncia sanitria. O incentivo ao Programa de Agentes Comunitrios de Sade e Programa de Sade da Famlia consiste no montante de recursos financeiros direcionados ao estmulo a implantao de equipes de sade da famlia e de agentes comunitrios de sade, no mbito municipal, com o propsito de contribuir para a reorientao do modelo de ateno sade. O incentivo ao Programa de Combate s Carncias Nutricionais consiste no montante de recursos financeiros destinado ao desenvolvimento de aes de nutrio e alimentao voltadas a grupos populacionais determinados, com prioridade ao

grupo materno infantil, visando combater a desnutrio e proteger o estado nutricional mediante: I - orientao alimentar e nutricional; I - aquisio de alimentos, vitamnicos e minerais; complementos

III - o descumprimento da carga horria para os profissionais das Equipes de Sade da Famlia ou de Sade Bucal estabelecida nesta Poltica. O Ministrio da Sade suspender o repasse de recursos dos incentivos, relativos aos Agentes Comunitrios de Sade, ao municpio e/ou ao Distrito Federal, nos casos em que forem constatadas, por meio do monitoramento e/ou da superviso direta do Ministrio da Sade ou da Secretaria Estadual de Sade, ou por auditoria do DENASUS, alguma das seguintes situaes: I - inexistncia de unidade de sade cadastrada como referncia para a populao cadastrada pelos ACS e/ou; II - ausncia de enfermeiro supervisor por perodo superior a 90 (noventa) dias, com exceo dos perodos em que a legislao eleitoral impede a contratao de profissionais, nos quais ser considerada irregular a ausncia de profissional por e/ou; III - ausncia de ACS, por perodo superior a 90 (noventa) dias consecutivos, e/ou; IV - descumprimento da carga horria estabelecida nesta Poltica, para os profissionais. PROGRAMAS DA ATENO NORMAS E ROTINAS BSICA

III - monitoramento das condies nutricionais. 5-FINANCIAMENTO DA ATENO BSICA: O financiamento da Ateno Bsica se dar em composio tripartite. O Piso da Ateno Bsica (PAB) constitui-se no componente federal para o financiamento da Ateno Bsica, sendo composto de uma frao fixa e outra varivel. O somatrio das partes fixa e varivel do Piso da Ateno Bsica (PAB) compor o Teto Financeiro do Bloco Ateno Bsica conforme estabelecido nas diretrizes dos Pactos pela Vida, em Defesa do SUS e de Gesto. 7UTILIZAO TETO FINANCEIRO: DOS RECURSOS DO

Ser para financiamento das aes de Ateno Bsica descritas nos Planos de Sade do municpio e do Distrito Federal. 8SUSPENSO DO PAB VARIVEL:

Da suspenso do repasse de recursos do PAB varivel O Ministrio da Sade suspender o repasse de recursos dos incentivos a equipes de Sade da Famlia ou de Sade Bucal ao municpio e/ou ao Distrito Federal, nos casos em que forem constatadas, por meio do monitoramento e/ou da superviso direta do Ministrio da Sade ou da Secretaria Estadual de sade ou por auditoria do DENASUS, alguma das seguintes situaes: I - inexistncia de unidade de sade cadastrada para o trabalho das equipes e/ou; II - ausncia de qualquer um dos profissionais da equipe por perodo superior a 90 (noventa) dias, com exceo dos perodos em que a contratao de profissionais esteja impedida por legislao especfica e/ou;

Normas do Ministrio da Sade para atuao: programa nacional de imunizaes, programa de sade da mulher, programa de sade da criana, programa de sade do adolescente, poltica de sade do idoso, poltica de sade do homem, programa DST, AIDS e hepatites virais, programa de hansenase, programa de controle da tuberculose, programa de hipertenso, programa de diabtico. A) Acompanhamento do Crescimento e do Desenvolvimento ACD; programa de sade da criana NORMAS: o Abrir ficha de ACD para todas as crianas menores de 5 anos;

Acompanhar o crescimento e desenvolvimento das crianas menores de 5 anos: 1) 2) Pesar mensalmente as crianas; Registrar o peso no grfico da ficha ACD;

qualquer anormalidade sugestiva de retardo do desenvolvimento; Informar ao enfermeiro responsvel quando a curva do peso representar situaes de perigo (Linha horizontal) e de grande perigo (linha descendente); Cadastrar as crianas menores de 5 anos que estejam desnutridas; Admitir as crianas com desnutrio grave para receber suplemento alimentar; Oferecer a dieta de suplemento alimentar seguindo a prescrio mdica ou orientaes do enfermeiro responsvel, conforme normas do Programa; Acompanhar, pesar e evoluir diariamente, seguindo roteiro da ficha de evoluo do desnutrido, todas as crianas recebendo suplemento alimentar; B) Manejo da Infeco Respiratria Aguda IRA As infeces respiratrias agudas (IRA) so atualmente um dos principais problemas de sade que afetam as crianas menores de 5 anos. NORMAS: Capacitar os profissionais de sade para o diagnstico precoce e teraputica adequada das IRAS; Referenciar para unidades hospitalares os casos de doenas muito graves e pneumonia grave em crianas menores de 5 anos; Proporcionar tratamento padro dos casos de IRA; Incentivar a ateno correta das crianas com IRA, incluindo a identificao precoce dos sinais de pneumonia, para o efetivo encaminhamento unidade de sade mais prxima(se for o caso), ou orientao de tratamento pelo manual AIDIP. Proporcionar apoio tcnico aos profissionais da ponta, nos casos de IRA que no responderem ao tratamento padronizado; Realizar proviso de medicamentos e outras provises necessrias para o manejo adequado das IRAS;

Avaliar a tendncia da curva: Linha crescente BOM ; Linha reta - PERIGO ; Linha decrescente - GRANDE PERIGO. 3) Captar precocemente e cadastrar todas as crianas menores de 5 anos com algum grau de desnutrio e com retardo do crescimento e do desenvolvimento; 4) Classificar as crianas desnutridas que necessitam de acompanhamento alimentar: Sempre abaixo de P 0,3, iniciar o suplemento alimentar; Na linha crescente, continuar a pesagem mensalmente; Nas linhas retas e decrescentes, investigar: - Se nos dois atendimentos subsequentes a curva decresce; verificar se houve intercorrncias no perodo (diarria, IRA, malria) ou m alimentao. No segundo caso, considerar a admisso da criana para receber suplemento alimentar. Se nos dois atendimentos subseqentes a curva decresce at P 0,3, considerar a admisso da criana para receber suplemento alimentar (utilizar dieta hipercalrica e hiperproteica do alimento existente do plo, conforme prescrio mdica ou orientaes do enfermeiro responsvel). 5) Iniciar acompanhamento das crianas cadastradas na atividade de suplemento alimentar e utilizar o formulrio de acompanhamento e evoluo diria do desnutrido. 6) Solicitar exames complementares (Ht, Hb, Glicemia) das crianas recebendo suplemento alimentar; 7) Realizar suplemento com micro nutriente (ferro e vitamina A) nas crianas desnutridas. 8) Imunizar com esquema bsico de vacina todas as crianas menores de 5 anos; ROTINAS: Pesar mensalmente as crianas menores de 5 anos e registrar na ficha de ACD da criana; Acompanhar o desenvolvimento da criana pela ficha ACD e informar ao enfermeiro responsvel

Realizar superviso mdica e de enfermagem para garantir a efetiva aplicao padronizada; Realizar mapeamento da rea geogrfica e vigilncia das atividades e resultados; Realizar monitoramento semanal das IRAS em crianas menores de 5 anos. ROTINAS: Realizar treinamento sobre o controle das infeces respiratrias agudas em servio aos profissionais de sade; Cadastrar em todas as unidades de sade (plos e sub-plos) todas as crianas menores de 5 anos, conforme a seguinte distribuio: o o o N de crianas menores de 2 meses; N de crianas de 2 a 11 meses; N de crianas de l a 4 anos.

dos principais fatores que mais contribuem para o agravamento do estado nutricional das crianas. tratamento das verminoses e utilizao da terapia de Reidratao Oral - TRO, por tratar-se de uma interveno apropriada e simples no combate mortalidade das crianas por diarria e desidratao. NORMAS: Capacitar os profissionais de sade para o manejo adequado das doenas diarricas e controle das epidemias Promover o bom estado nutricional das crianas menores de 5 anos; Realizar atividades de educao em sade (cartazes, demonstraes prticas, etc.) no posto e nas comunidades sempre que possvel; Manter na unidade de sade as crianas com sinais de desidratao ou desidratadas, at a reidratao completa (a fase de reidratao termina quando desaparecem os sinais de desidratao); Administrar a TRO com sonda nasogstrica (velocidade de 20 a 30 ml/kg/hora at a reidratao) nas seguintes situaes: o Perda de peso aps as primeiras duas horas de tratamento adequado com Soro de Reidratao Oral; o Vmitos persistentes (4 ou mais vezes, no mnimo, num perodo de uma hora) depois de iniciada a TRO; o Distenso abdominal acentuada com rudos hidroareos presentes que no desaparecem mesmo aps um intervalo maior entre as tomadas; Observao: as crianas com SNG, podem apresentar nuseas ou vmitos durante o uso da sonda . Reduzir a velocidade para 15 ml/kg/hora, retornando a velocidade de 20 a 30 ml/kg/hora logo que desapaream estes sintomas. Utilizar a hidratao venosa (seguindo as fases de expanso e de manuteno ou reposio) nas seguintes situaes: o Quando a criana no ganha ou perde peso aps as primeiras duas horas de hidratao por sonda nasogstrica;

Avaliar mensalmente a situao epidemiolgica das IRA (n de casos leves, pneumonias leves e graves, otite mdia, faringite, amigdalite,, remoes e bitos por malocas); Realizar tratamento padronizado das IRAS e suas complicaes, conforme manual teraputico; (AIDIP) Seguir fluxograma de diagnstico e tratamento bsico de casos de IRA nas crianas: o o o Com tosse ou dificuldade de respirar; Lactente menor de 2 meses de idade; Com problema de ouvido ou dor de garganta.

Realizar superviso mensal de enfermagem e, pontualmente, superviso mdica s unidades de sade; Avaliar mensalmente e redefinir, conforme situao epidemiolgica, as estratgias das atividades realizadas para controle das IRAS.

C) Manejo das Doenas Diarricas- DDA A doena diarrica aguda uma das principais causas de morbidade e mortalidade infantil e um

o Quando a criana tem vmitos persistentes (quatro ou mais vezes, no mnimo, em uma hora) aps a instalao da sonda nasogstrica; o No caso de desidratao grave. Seguir a conduta teraputica para prevenir a desidratao, preconizada pelo Ministrio da sade: o Plano A: crianas com diarria sem sinais de desidratao. o Plano B: crianas com diarria e sinais de desidratao. o Plano C: Crianas com diarria e desidratao. Realizar monitoramento semanal das diarrias no fluxograma. ROTINAS: Realizar treinamento em servio, durante as supervises, dos profissionais de nvel mdio; Utilizar a ficha de ACD para avaliar o estado nutricional, durante o atendimento das crianas com diarria; Realizar palestra educativas para os agentes de sade, comunidade Realizar exame fsico completo das crianas com diarria buscando os sinais de desidratao; Manejar adequadamente as crianas com diarria aguda para: o prevenir a desidratao; o tratar a desidratao o manter a alimentao durante e aps os episdios diarricos; o usar de maneira racional os medicamentos; Manter estoque mnimo de SRO, soro fisiolgico a 0,9% e soro glicosado a 5% na farmcia, sempre em dia; Seguir as seguintes medidas para controle de surtos ou epidemias: o Registro e monitoramento dos casos para conhecimento da demanda;

o Visita domiciliar para identificao da fonte de contaminao; o Coleta de material para exame laboratorial, visando identificar o agente etiolgico; o Disponibilizar recursos materiais e humanos para tratamento adequado e oportuno dos casos; a Notificao imediata s unidades de vigilncia epidemiolgica, necessrias;

d) Programa da Sade da Mulher Reduzir a morbimortalidade das mulheres em idade frtil (12 a 49 anos) NORMAS GERAIS: Prestar assistncia pr-natal, ao parto e puerprio; Obter registros seguros sobre nascimentos, natimortos, abortos, infanticdios e morte materna; Avaliar o estado nutricional e classificar o grau de desnutrio materna; Promover a suplementao alimentar nos casos de desnutrio materna grave, utilizando alimentos existentes no local; Manter atualizado a situao vacinal das mulheres em idade frtil com relao vacina AntiTetnica e Rubola;(dT) NORMAS DO PR-NATAL: Identificar situaes de risco gravidez das mulheres Administrar suplemento vitamnico com cido flico e ferro durante a gravidez; Realizar bacterioscopia da secreo vaginal em todas as gestantes e nas mulheres sintomticas; Solicitar na primeira consulta de pr-natal os exames laboratoriais de rotina preconizada pelo Programa de ateno e humanizao do Pr-natal; Definir laboratrio de referncia para fluxo dos exames do pr-natal; Captar precocemente e cadastrar todas as gestantes e iniciar o pr-natal;

Realizar no mnimo seis acompanhamentos ou visitas de pr-natal durante a gravidez; Realizar no mnimo uma consulta mdica e duas de enfermagem no pr-natal; Capacitar e reciclar os profissionais para assistncia sade da mulher; Identificar e notificar como situao de risco para a gravidez as seguintes antecedncias ou manifestaes atuais: a) Rejeio da criana, b) Abortamentos anteriores; c) Desnutrio grave; d) Prtica anterior de infanticdio; e) Teve mais de 4 filhos; f) Tem filhos menores de 2 anos; g) Solteira; h) Infeces anteriores (malria, Tb, etc.) i) Imunizao incompleta ou no imunizada; ROTINAS GERAIS: Abrir um livro para registro das atividades do Programa de Sade da mulher; Pesar mensalmente as mulheres em idade frtil, com registro no livro do programa de sade da mulher. ROTINAS DO PR-NATAL: Realizar visita mensal a todas as gestantes; Realizar consulta pr-natal e preencher completamente a ficha de acompanhamento da gestante; Administrar cido flico (5 mg/dia) durante o primeiro trimestre e sulfato ferroso (300mg/dia dividido nas refeies) a partir da 20a semana (5 ms) da gravidez; Solicitar na primeira consulta gestante os exames laboratoriais de rotina do pr-natal (VDRL, Ht, Hb, Sumrio de Urina, Glicemia de jejum) e enviar unidade de referncia;

Solicitar no 7 ms de gestao os seguintes exames: VDRL e Sumrio de urina; Informar mensalmente sede as gestantes cadastradas nas unidades de sade; Realizar durante a consulta pr-natal os seguintes procedimentos: a) Mensurar: peso, presso arterial e altura uterina; b) Avaliar a vitalidade fetal (movimentos) e auscultar os batimentos cardio-fetal (BCF) com estetoscpio de Pinard aps a 22 a semana (2 trimestre) ou com sonar doppler aps a 12a semana de gestao (2 trimestre); c) Atualizar o calendrio vacinal com dT e hep.B e)Programa de Controle da Tuberculose Incrementa o diagnstico precoce e tratamento imediato e reduzir a incidncia conforme as novas normatizaes do Programa Nacional de Controle da Tuberculose. NORMAS: Diagnosticar e tratar todos os casos positivos, reduzindo a ocorrncia de formas graves e bitos; Examinar, clnica e laboratorialmente, os comunicantes dos pacientes com tb pulmonar (cohabitantes da residncia onde ocorreu o caso ndice), utilizando para registro a ficha de controle da tuberculose; Identificar e realizar baciloscopia imediata dos sintomticos respiratrios (pacientes apresentando tosse com expectorao igual ou superior a 3 semanas); Realizar a quimioterapia e quimioprofilaxia na rea indgena sempre que possvel; Seguir as normas do Programa Nacional de Controle da Tuberculose. ROTINAS: Realizar capacitao e reciclagem dos profissionais de sade em diagnstico clnico e laboratorial da tuberculose; Fazer busca ativa mensal de casos em todas as comunidades da tuberculose,

c) Coleta de escarro para baciloscopia direta (mensalmente dos sintomticos respiratrios) d) Raios X de trax (uma vez ao ano nos comunicantes, sintomticos respiratrio e com PPD "forte reator") e) Cultura no escarro (nos sintomticos respiratrios com baciloscopia negativa). Observao: Escarro no coletor universal com tampa rosca, transportado em caixa trmica com gelo. Encaminhar para tratamento todos os pacientes com baciloscopia positiva; Enviar mensalmente sede as seguintes fichas: Controle do tratamento e quimioprofilaxia, controle e estoque de medicamentos, controle dos comunicantes e altas; Fazer e enviar sede a previso de medicamentos e insumos especficos do Programa; Realizar coleta de material utilizando Equipamentos de Proteo Individual - EPI; f) Programa Imunizao Atingir as coberturas vacinais de todos os imunobiolgicos conforme metas preconizadas pelo Programa Nacional de Imunizao - PNI. O Programa Nacional de Imunizaes (PNI) foi criado em 1973, por determinao do Ministrio da Sade, como parte de um conjunto de medidas que se destinavam a redirecionar a atuao governamental do setor. VACINAS METAS PRECONIZADA PELO PNI BCG 90% Hepatite B 95% Plio 95% Trplice Bacteriana (DPT) 90% Febre amarela 100% Haemfilus Influenza B (HIB) 95% Dupla viral 95% NORMAS: os

Capacitar e reciclar os profissionais de campo nas atividades de sala de vacina; Realizar superviso e avaliao das tcnicas de administrao da vacina e do acondicionamento dos imunobiolgicos; Administrar vacina de rotina em todas as unidades de sade Realizar todas as campanhas de vacinao do Ministrio da Sade - MS; acompanha vacinao de rotina Fazer bloqueio vacinal diante de casos suspeitos de doenas imunoprevenveis conforme recomendaes do PNI; Observar e seguir normas de acondicionamento e transporte dos imunobiolgicos propostos pelo PNI. ROTINAS: Realizar as atividades de superviso, com intervalos mnimos de 45 dias entre as mesmas, em todas as unidades de sade; Utilizar os formulrios especficos para imunizao: formulrios de rotina, e formulrios de campanha e planilha de inutilizao dos imunobiolgicos. Centralizar o armazenamento e distribuio de vacina e gelo nos plos base; Informar o estoque de vacina do plo base no relatrio de atividade mensal; Solicitar vacinas com antecedncia; Transportar as vacinas em caixas trmicas adequadas sempre utilizando termmetro de cabo extensor para registro e controle da temperatura duas vezes ao dia; Proceder com o registro de temperatura da geladeira e da caixa trmica, no mapa de temperatura, duas vezes ao dia; Iniciar a vacinao de rotina na comunidade Notificar, em ficha especfica, todas as reaes adversas dos imunobiolgicos; Avaliar mensalmente, por plo base, a cobertura vacinal das crianas menores de 5 anos.

g)PROGRAMA DE SADE DO ADOLESCENTE: PROSAD A ateno integral da sade do adolescente incorpora aes de promoo de sade, preveno de agravos e assistncia primria, secundria e terciria, que devem ser realizadas em parceria entre organizaes governamentais e nogovernamentais, resgatando-se assim as diversas competncias e responsabilidades, inclusive familiares, frente aos adolescentes, para se garantir a ateno integral. Normas: Capacitar e reciclar os profissionais de campo nas atividades no acolhimento dos adolescentes; fazendo o melhor acolhimento possvel em espaos humanizados, de responsabilizao e de formao de vnculos como um recurso teraputico, aliados a projetos teraputicos formulados, implementados e avaliados pelos profissionais comprometidos no atendimento; Melhorar o acesso aos servios de sade para alcanar os melhores resultados possveis; Ter sensibilidade para com as demandas e necessidades desse segmento populacional em acordo com as diversidades individuais, sociais, tnicas e territoriais. Com a finalidade de estabelecer vnculo; Enxergar a pessoa jovem na integralidade de seu ser e de sua vida, buscando identificar outras necessidades para seu bem-estar, e envidar esforos para engaj-la em outras aes e outros servios locais, alm dos servios de sade, independentemente da demanda inicial que a levou unidade de sade; Rotinas: Acolhimento;

-natal e, se necessrio, encaminhamento para servios especializados ou de referncias Em visitas domiciliares: Desenvolver aes de educao em sade;

Realizar imunizaes de acordo com o calendrio vacinal (em anexo); Desenvolver vnculos que favoream um dilogo aberto sobre questes de sade e de outros interesses; Identicar precocemente fatores de risco que impliquem em vulnerabilidade; incentivar a participao em atividades esportivas, culturais, de lazer, bem como em grupos organizados na comunidade; incentivar o dilogo nas famlias e orient-las sobre as etapas normais do desenvolvimento de seus lhos.

Atividades em grupo: As atividades em grupo devem permitir: desenvolver a capacidade de ouvir, de falar e de comunicar-se; estabelecer um processo coletivo de discusso e reexo; construir uma experincia de reexo educativa comum. h) PROGRAMA DE SADE DO POLTICAS DE SADE DO IDOSO: IDOSO-

PORTARIA N 2.528 DE 19 DE OUTUBRO DE 2006-Aprova a Poltica Nacional de Sade da Pessoa Idosa. uma sexualidade segura e sobre sade sexual e reprodutiva; Diretrizes: a) promoo do envelhecimento ativo e saudvel; b) ateno integral, integrada sade da pessoa idosa;

c) estmulo s aes intersetoriais, visando integralidade da ateno; d) provimento de recursos capazes de assegurar qualidade da ateno sade da pessoa idosa; e) estmulo participao e fortalecimento do controle social; f) formao e educao permanente dos profissionais de sade do SUS na rea de sade da pessoa idosa; g) divulgao e informao sobre a Poltica Nacional de Sade da Pessoa Idosa para profissionais de sade, gestores e usurios do SUS; h) promoo de cooperao nacional e internacional das experincias na ateno sade da pessoa idosa; e i) apoio ao desenvolvimento de estudos e pesquisas. Rotinas: a) desenvolver e valorizar o atendimento acolhedor e resolutivo pessoa idosa, baseado em critrios de risco; b) informar sobre seus direitos, como ser acompanhado por pessoas de sua rede social (livre escolha) e quem so os profissionais que cuidam de sua sade; c) valorizar e respeitar a velhice; d) estimular a solidariedade para com esse grupo etrio; e) realizar aes de preveno de acidentes no domiclio e nas vias pblicas, como quedas e atropelamentos; f) realizar aes integradas de combate violncia domstica e institucional contra idosos e g) facilitar a participao das pessoas idosas em equipamentos sociais, grupos de terceira idade, atividade fsica, conselhos de sade locais e conselhos comunitrios onde o idoso possa ser ouvido e apresentar suas demandas e prioridades; h) articular aes e ampliar a integrao entre as secretarias municipais e as estaduais de sade, e os programas locais desenvolvidos para a difuso da atividade fsica e o combate ao sedentarismo;

i) promover a participao nos grupos operativos e nos grupos de convivncia, com aes de promoo, valorizao de experincias positivas e difuso dessas na rede, nortear e captar experincias; j) informar e estimular a prtica de nutrio balanceada, sexo seguro, imunizao e hbitos de vida saudveis; k) realizar aes motivadoras ao abandono do uso de lcool, tabagismo e sedentarismo, em todos os nveis de ateno; l) promover aes grupais integradoras com insero de avaliao, diagnstico e tratamento da sade mental da pessoa idosa; m) reconhecer e incorporar as crenas e modelos culturais dos usurios em seus planos de cuidado, como forma de favorecer a adeso e a eficincia dos recursos e tratamentos disponveis; n) promover a sade por meio de servios preventivos primrios, tais como a vacinao da populao idosa, em conformidade com a Poltica Nacional de Imunizao; o) estimular programas de preveno de agravos de doenas crnicas no-transmissveis em indivduos idosos; p) implementar aes que contraponham atitudes preconceituosas e sejam esclarecedoras de que envelhecimento no sinnimo de doena; q) disseminar informao adequada sobre o envelhecimento para os profissionais de sade e para toda a populao, em especial para a populao idosa; r) implementar aes para reduzir hospitalizaes e aumentar habilidades para o auto-cuidado dos usurios do SUS; s) incluir aes de reabilitao para a pessoa idosa na ateno primria de modo a intervir no processo que origina a dependncia funcional; t) investir na promoo da sade em todas as idades; e u) articular as aes do Sistema nico de Sade com o Sistema nico de Assistncia Social SUAS. j)Programa DST, AIDS e hepatites virais:

Considerando a Portaria n 2313/GM, de 19 de dezembro de 2002, que institui o Incentivo para estados, Distrito Federal e municpios no mbito do Programa Nacional de HIV/Aids e outras DST e versa sobre a responsabilidade das trs esferas do governo em implementar o acompanhamento e o monitoramento das aes programadas no Plano de Aes e Metas; As aes da Ateno Bsica devem incluir: a) Atividades educativas para promoo sade e preveno. b) Aconselhamento para os testes diagnsticos e para adeso terapia instituda e s recomendaes da assistncia. c) Diagnstico precoce das DST, infeco pelo HIV, hepatites e HTLV. d) Tratamento adequado da grande maioria das DST. e) Encaminhamento dos casos que no competem a esse nvel de ateno, realizando acompanhamento conjunto. f) Preveno da sfilis congnita e da transmisso vertical do HIV. g) Manejo adequado dos indivduos em uso indevido de drogas. ATRIBUIES DA EQUIPE DE ATENO BSICA As atribuies da equipe de Ateno Bsica no atendimento aos portadores de HIV/aids e outras DST se apiam nas seguintes diretrizes: 1. Contribuir para a superao do preconceito e discriminao que envolvem as